O Ministério da Saúde divulgou em sua página oficial na internet que o presidente Michel Temer renunciará ao cargo nesta terça-feira, 27. A informação foi divulgada no início da manhã, no campo "agenda" do site, que informa os compromissos do ministro da saúde. Entre os compromissos do ministro Ricardo Barros agendados para hoje aparecem a #Renúncia de Temer, marcada para as 19h e, mais cedo, uma reunião com ministros e líderes da base aliada, às 18h. 

Apesar da informação ser oficial,  o site usa uma linguagem incomum para um órgão do governo, o que gera dúvidas sobre a veracidade da informação. A agenda chama o presidente de "vice" e ainda utiliza a hashtag "Fora Temer".

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Chama ainda os demais ministros e líderes do governo de "golpistas". 

Em contato com o portal G1, a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde diz que está investigando quem postou a informação em seu site, e desconfia da ação de hackers. A agenda foi retirada do ar por volta das 10h. 

Temer confirma reunião com todos os ministros no início da noite

Coincidentemente, a agenda de #Michel Temer confirma que ele realmente se reunirá com ministros e líderes da base aliada às 18h, mas este é o último compromisso agendado para hoje. A agenda não faz nenhuma menção à renúncia, mas também não informa qual será o tema tratado com a equipe.

Novas eleições para a presidência

Se Temer renunciar, quem assume a presidência do Brasil é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirma o professor de direito constitucional da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Rio, Daniel Vargas, em entrevista ao site UOL.

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Mas ele assume o cargo apenas interinamente, até que sejam realizadas novas eleições diretas para a presidência. Rodrigo Maia teria de convocar novas eleições diretas para a presidência em um prazo máximo de 90 dias a contar do momento em que tomou posse, ou seja, o Brasil elegeria um novo presidente no início de 2017. 

As novas eleições diretas, entretanto, só ocorrerão caso se confirme a renúncia de Temer anunciada pelo Ministério da Saúde. Até o momento o presidente ainda não se manifestou sobre a agenda divulgada pelo Ministério.