O presidente #Michel Temer (PMDB) concedeu uma entrevista para a imprensa internacional, em Nova York, nesta quarta-feira (21). Temer se mostrou surpreso com a atitude de seu ministro da Secretaria de #Governo, Geddel Vieira Lima, de ter demonstrado apoio ao projeto que concede anistia a políticos que praticaram caixa 2 no passado e são alvos da Operação Lava Jato. 

O ministro Geddel é um dos responsáveis pela estrutura política do governo Temer e ele deu uma opinião não muito agradável, dizendo que era a favor desse projeto que estava para ser votado na Câmara e foi arquivado pelos deputados na segunda-feira (19). O projeto não foi aprovado devido os protestos de alguns parlamentares, que enxergaram uma manobra política para livrar condenados pela Lava Jato. 

Michel Temer prometeu examinar o caso ao chegar no #Brasil e tentar entender o motivo de Geddel ter apoiado a medida frustrada.

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Segundo Temer, não há nenhuma razão para prosseguir com esse projeto ou tentar prosperar com essa matéria.

O presidente decidiu não dar orientações para sua base enquanto estiver nos Estados Unidos. 

Corrupção do PT

Temer foi questionado por alguns jornalistas sobre o esquema de corrupção que se alastrou no Partido dos Trabalhadores. A pergunta foi no sentido do PMDB ter sido parceiro do PT em vários atos políticos. O presidente respondeu que era apenas um vice decorativo. "Nunca me perguntavam nada e não pediam minha opinião", disse Temer.

O presidente lembrou da carta que enviou a Dilma, em dezembro de 2015. Na carta, o peemedebista reclamava da atitude da presidente de não dialogar com ele a respeito de melhoras para o país. Temer também se sentiu chateado, quando Dilma não o convidou para uma reunião que ela teria com o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Binden.

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Manifestações

De acordo com o presidente, o terremoto político que era vigente no país, já ficou para trás. "Agora é momento de reunificação nacional e pacificação no país", disse o peemedebista.

As manifestações são naturais ressaltou Temer. Não se pode imaginar um processo político tão conturbado sem as pessoas concordarem e discordarem das decisões.