O ministro relator do Petrolão no Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, contestou os pedidos da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerando que seus recursos, na verdade, são tentativas para que as investigações da Operação Lava Jato se tornem “embaraçadas”, a ponto de serem questionadas, quanto veracidade, por terceiros.

A defesa do petista, que também questiona de forma assídua a conduta do juiz federal Sergio Moro, pediu para que três inquéritos contidos no processo fossem retirados de Curitiba e enviados diretamente para a suprema corte. A decisão de Teori, descritas em sete páginas, compreende que este pedido nada mais é do que uma “insistência” sem procedentes do ex-presidente.

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O mesmo, em suas laudas, retomou outras ações de #Lula para que a Operação não tivesse continuidade.

Teori ainda afirma que o Supremo Tribunal Federal possui amplo conhecimento quanto a Operação Lava Jato e todos os entornos que envolvam a Petrobras. O mesmo ainda defendeu Sergio Moro, afirmando que ele não passou dos limites em nenhum momento, já que ainda não ocorreu apuração dos fatos.

Advogados de Lula recorrem

Logo após a decisão de Teori Zavascki ser emitida, os advogados do ex-presidente Lula recorreram da decisão. Os mesmo apresentaram um agravo regimental, o qual faz com que seja obrigatória a revisão de sua decisão e estudo do caso.

Os advogados rebateram principalmente às acusações de que tentaram atrapalhar as investigações, alegando que, assim como qualquer cidadão, Lula tem direito a defesa e pode sim utilizar qualquer recurso que esteja disponível para que seu direito seja de fato executado.

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Eles afirmam ainda que o juiz atuou "em clara usurpação de competência" ao STF. Lula afirma que nos inquéritos existentes em Curitiba, ele é visto como o arquiteto de todo o esquema criminoso que envolveu a Petrobras.

Rodrigo Janot pediu para que o petista seja incluso no inquérito que caminha no Supremo Tribunal Federal, alegando que seja impossível que este crime na Petrobras tenha acontecido durante todos esses anos e com quantias tão altas de dinheiro, sem que o ex-presidente tenha participação. A defesa contesta, já que por lei o réu não pode ser investigado pelo mesmo fato em duas instâncias diferentes.

Com esta, já são quatro ações protocoladas pela defesa de Lula no Supremo contra a conduta de Sergio Moro, além de seis questionamentos à Justiça Federal. #PT #Política