A força-tarefa da Operação Lava Jato entrou com um pedido para o Supremo Tribunal Federal (STF) para que os documentos de políticos que possam estar envolvidos com o escândalo de #Corrupção da Petrobras sejam compartilhados com os investigadores. A #Lava Jato pede informações de 13 inquéritos. Com isso, o Ministério Público Federal (MPF) poderá abrir processos de improbidade administrativas de âmbito civil.

Como os políticos são protegidos pelo foro privilegiado, a Lava Jato não pode apurar em âmbito penal, porém investigações civis de parlamentares com foro privilegiado podem ser apuradas pelo Ministério Público, sem a necessidade do STF participar. 

Alguns parlamentares já estão na lista como alvo, entre eles estão os senadores Fernando Collor (PTC-AL), Benedito Lira (PP-AL), o ex-ministro Paulo Bernardo e sua mulher Gleisi Hoffmann (#PT-PR), o ex-deputado João Pizzolatti (PP-SC), os deputados Aníbal Gomes (PMDB-CE), Nelson Meurer (PP-PR) e Vander Loubet (PT-MS).

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Os investigadores da Lava Jato acreditam que os parlamentares devem ser apurados. Um pedido foi feito para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que encaminhou para Teori Zavascki, que é ministro e relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal. 

A Lava Jato quer apurar casos de improbidade administrativa envolvendo os senadores, deputados e ex-deputado. Em nota, a força-tarefa enfatiza que apurando os acusados e os responsabilizando "por ato de improbidade administrativa ao fim do enquadramento das condutas de agentes públicos e terceiros envolvidos", iria complementar e auxiliar no entendimento das investigações sobre o esquema de corrupção da Petrobras e desvio de dinheiro público.

Teori autorizou o compartilhamento de informações dizendo que pode haver correlação com a Petrobras, e com isso, os procuradores poderão aproveitar as provas que já estão no STF, como quebras de sigilo bancário e telefônico.

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Desde quando foi deflagrada, a Operação Lava Jato já fez a prisão de 74 pessoas, 643 mandados de busca e apreensão e conseguiu resgatar R$ 2,4 bilhões ilícitos envolvendo crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na última segunda-feira, foi realizada a 35ª fase da Operação Lava Jato