Quase um mês após perder o mandato de presidente da República por conta da condenação do impeachment, Dilma Rousseff pode perder os seus bens. O motivo é a sua possível responsabilidade nas perdas milionárias da Refinaria de #Pasadena.

A área técnica do TCU (Tribunal de Contas da União), analisa a culpa de Dilma e de ex-ministros investigados pela Operação Lava Jato, a fim de que seus bens se tornem indisponíveis devido às perdas da estatal.

Os prejuízos, entretanto, não ocorreram durante o governo da ex-presidente, mas sim durante o governo de Lula. Na época, Dilma era ministra da Casa Civil e presidente de um Conselho Administrativo, mesmo período em que foi autorizada a compra de 50% da refinaria.

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As perdas totais ultrapassam os R$ 2 bilhões e, por isso, é possível a indisponibilidade dos bens de Dilma e de conselheiros e ministros de 2006, pelo período de um ano, a fim de tentar cobrir um eventual ressarcimento, ainda que em valor muito abaixo das perdas.

José Sergio Gabrielli, que foi o presidente da companhia na época, já teve seus bens bloqueados e, agora, segue em análise o caso de Dilma, Palocci, Gleuber Vieira, Cláudio Haddad e Fábio Barbosa. Dilma nega que soubesse da compra da refinaria enquanto era ministra, já o delator da Lava Jato, Nestor Cerveró, afirmou, em seu depoimento, que Dilma sempre soube da compra. A delação, entretanto, não será integrada aos autos, sendo a análise voltada apenas para os prejuízos e à relação das partes com essas perdas. Não houve nenhuma nota oficial dos envolvidos após a informação sobre a análise de culpabilidade.

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O Partido dos Trabalhadores e advogados de defesa também não se pronunciaram a respeito da análise do TCU.

O caso será analisado pelo procurador-geral do Ministério Público de Contas, Paulo Bugarin, que apresentará suas considerações finais sobre os autos do processo, enviados pelo ministro e relator do processo, Vital do Rêgo, e o colocará em julgamento. Este último, por sua vez, não possui data ou prazo para acontecer. #PT #Dilma Rousseff