Primeiro senador cassado na história do Brasil, Luiz Estevão de Oliveira Neto, se tornará uma importante peça nas investigações da Operação Lava Jato. Sua fortuna é calculada em R$ 30 bilhões e, atualmente, ele se encontra preso na penitenciária  da Papuda, em Brasília/DF. 

Estevão denunciou que o ex-#Senador Gim Argello havia recebido dinheiro de empreiteiras, em troca. Argello iria ajudar as empresas a não se tornarem alvo de investigação na CPI da Petrobras. As informações foram dadas em uma conversa gravada pela deputada Liliane Roriz (PTB). 

Gim Argello foi preso em abril deste ano, na Operação Vitória de Pirro, 28ª fase da Lava Jato.

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Ele recebeu mais de R$ 5 milhões para evitar envolvimentos de empreiteiras com investigações. A Lava Jato apurou os valores recebidos por Argello devido ao depoimento de dois delatores. 

A deputada Liliane Roriz, segundo Estevão, também se beneficiou de dinheiro ilícito de Argello para sua campanha política, assim como beneficiou outros políticos. Mas a justificativa da deputada é que o dinheiro veio de doações do PRTB, com a ajuda do próprio Estevão, presidente de honra do partido. 

Luiz Estevão de Oliveira Neto disse que a deputada Liliane não precisou utilizar de seu dinheiro para pagar a campanha política, e que, até antes do início da Lava Jato, empreiteiras pagariam qualquer valor para Argello evitar que fossem depor na CPI da Petrobras. 

Perfil dos empreiteiros

O ex-senador Estevão avaliou que, a cada 100 empresários na cidade de Brasília, 90 deles são bandidos.

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Ele cita que a vida dos empresários é baseada em "bandidagem, putaria e sacanagem". Estevão avaliou que o perfil das pessoas é roubar e depois pedir uma comissão em cima daquele roubo. Com isso, o governo da cidade participa, e o governo federal também participa. Estevão avalia que tudo é feito para dar "negócio". Ele satiriza e se questiona sobre quem seria o #bandido com diploma em Brasília e se descreve. Estevão diz que é o único bandido da cidade que tem diploma, que realmente estudou.  #Corrupção