Nessa quarta-feira, 14, a #Câmara dos Deputados promoveu uma sessão para discutir “A cultura do estupro e a proteção à vítima”, liderada pela deputada federal, #Maria do Rosário. Na ocasião, algumas convidadas, como a vice-presidente da OAB-DF, Daniela Teixeira, acusaram Jair Bolsonaro de promover a “cultura do estupro”. Daniela chegou a defender a condenação de Jair em processo do STF.

O deputado pediu direito de resposta, mas Maria do Rosário lhe ignorou. Diversos deputados começaram a gritar na sessão “direito de resposta” em apoio a Bolsonaro, mas Maria do Rosário continuou ignorando a situação. Instantes depois concedeu 6 minutos para Jair se defender, ocasião que ele não só se defendeu das acusações que ouviu, mas também citou o fato do cunhado da deputada ter sido preso por pedofilia.

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Jair foi muito aplaudido pelos colegas após sua defesa na tarde dessa quarta-feira, 14.

Assista ao vídeo do momento em que Bolsonaro se defende:

 

Maria do Rosário x #Jair Bolsonaro

Os desentendimentos entre o parlamentar do Partido Social Cristão e a petista já são de longa data. Em 2003, logo após acontecer um crime bárbaro que chocou o país, Bolsonaro era entrevistado por um programa da Rede TV. Na ocasião, discutia-se a redução da maioridade penal, uma vez que o crime tinha como autor um menor de idade que assassinou um casal, mas antes disso, torturou e estuprou a garota por vários dias.

Maria do Rosário acabou entrando na conversa para defender a não redução da maioridade penal. Em resposta, Jair disse que quem defendia os criminosos, devia levar o menor que matou o casal para dirigir o carro de sua filha.

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Maria então o acusou de ser um estuprador. Para respondê-la, ele a questionou sobre a acusação, recebendo resposta positiva e depois disse que não a estuprava porque ela não merecia. Maria ameaçou agredir Bolsonaro nessa ocasião.

Assista ao vídeo da discussão entre os parlamentares:

Já em 2014, o embate entre os dois foi reavivado em uma sessão da Câmara. Maria e o seu partido fizeram uma queixa-crime contra o deputado. Em 2016, a denúncia foi aceita pelo STF e o político tornou-se réu. Embora possa perder o mandato, se condenado, o mesmo goza da prerrogativa de que todo parlamentar jamais será punido por suas opiniões, votos e palavras expressas.

Em entendimento recente do STF, uma queixa de Aécio Neves contra Jandira Feghali, foi rejeitada, ocasião em que foi afirmado que a imunidade vale tanto dentro do plenário, quanto fora dele. Essa decisão ocorreu um dia antes de Bolsonaro tornar-se réu. Não há data para o julgamento de Jair. Aliados e juristas acreditam no arquivamento do processo ou na absolvição de Bolsonaro, devido à falta de fundamento jurídico para a acusação.