O amigo do ex-presidente da República Luiz Inácio #Lula da Silva, José Carlos Bumlai, está sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) com a operação Lava Jato. O amigo de Lula é investigado sobre o recebimento de dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (#BNDES), entre os anos de 2008 e 2010.

Os registros no BNDES declararam que Bumlai fez o pedido de seis empréstimos, mas o banco teria concedido apenas três. Os dois primeiros empréstimos tinham o objetivo de construir a usina de São Fernando Açúcar e Álcool em Mato Grosso do Sul,  os pedidos ocorreram no dia 12 de dezembro de 2008 e 3 de fevereiro de 2009.

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Esses empréstimos totalizaram o valor de R$ 395,1 milhões. 

O Grupo São Fernando de usinas de Álcool recebeu no governo Dilma e Lula a quantia de R$ 500 milhões em operações com o BNDES. Na construção da usina São Fernando, o Grupo teria pago cerca de R$ 252 milhões.

Investigações

As investigações do MPF estão se concentrando no ano de 2012, quando foi concedido o valor de R$ 101,5 milhões a Bumlai. A operação foi feita em nome da São Francisco Energia e tudo ocorreu de forma indireta com o Banco do Brasil e com o BTG Pactual. As investigações da Lava Jato tem o foco de apurar empresas que participaram do esquema de cartel da Petrobras e o envolvimento do BNDES com essa empresas. 

Falência

Bumlai estava com problemas financeiros em 2011 e foi iniciada tentativas que poderiam reestruturar o grupo São Fernando.

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O último empréstimo concedido a Bumlai mostrava que o Banco do Brasil e o BTG Pactual assumiram o risco como intermediários agentes financeiros, mesmo que Bumlai apresentava um saldo de R$ 369 milhões de dívidas resultantes dos dois primeiros empréstimos. 

Desde 2015 a operação Lava Jato está investigando as contas de Bumlai, Procuradores do Distrito Federal utilizam informações que a Lava Jato conseguiu na 21°fase, a operação Passe Livre. 

Este ano, o pecuarista Bumlai poderá ser condenado pelo juiz federal Sérgio Moro sobre um empréstimo que cedeu ao Partido dos Trabalhadores de R$ 12 milhões no ano de 2004, que envolveu uma fraude em um contrato da Petrobras.   #Corrupção