O presidente do Senado #Renan Calheiros (PMDB-AL) fez uma declaração que surpreendeu o Poder Judiciário. Renan avaliou que a operação "Métis", que investigou policiais legislativos gerando a prisão de quatro pessoas no #Senado Federal, é um "método fascista", dizendo parecer com a "ditadura". 

Além das declarações contra a ação da Polícia Federal, Renan também citou o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, na qual o classificou como um "chefete da polícia". A advocacia do Senado Federal irá entrar com uma ação com o intuito de defender a Polícia Legislativa. O juiz responsável pela ação da Polícia Federal, Vallisney de Souza Oliveira, foi chamado por Renan Calheiros como sendo um "juizeco"

As declarações de Renan foram além, e a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, disse que se um juiz é agredido ela também se sente agredida, e que o setor judiciário deve exigir respeito.

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O STF considerou que as palavras proferidas por Renan foram demasiadas "ácidas". 

Reunião de emergência

Renan Calheiros pediu uma reunião de âmbito urgente para os três poderes, incluindo a presença do presidente da República Michel Temer, que iria convidar a ministra e presidente do STF Cármen Lúcia, e o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM). Renan quer discutir ações na qual ele considera "abusivas", incluindo o acontecimento que levou a prisão quatro policiais legislativos do Senado Federal. 

Na última segunda-feira (24), mensageiros do presidente do Senado mostraram um documento feito pelo Ministério Público Federal (MPF), no qual diz que o MPF não encontrou irregularidades com a fiscalização da Polícia Legislativa no Senado e que não havia nenhum grampo ou equipamentos de intercepção telefônica instalados no local. 

Planalto

Conforme as palavras ditas por Renan sobre a atuação do ministro da Justiça, Alexandre Moraes, o Planalto estaria sentindo um clima de crise e estaria em alerta.

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Michel Temer chamou Renan para um conversa na última noite. O #Governo Federal entende que Renan é necessário para conseguir a aprovação da PEC do Teto, para que, assim, o Planalto se fortaleça.