Segundo a jornalista Bárbara Lobato, da revista Época, o ex-ministro da Fazenda está sozinho e muito mal humorado desde que foi levado para a Superintendência da Polícia Federal nessa semana. Na ocasião, o ex-braço direito de Dilma e Lula continuaria a cumprir a sua prisão temporária, entretanto, o juiz federal, Sérgio Moro, converteu a mesma em preventiva nessa sexta-feira, 30, mesma data que a temporária se encerraria.

A prisão preventiva, ao contrário da temporária, não tem prazo para cessar, podendo ser interrompida dias ou meses após começar a ser cumprida, bem como, em casos que o juiz entenda que o preso possa fugir ou prejudicar o andamento da justiça, a prisão preventiva dura até o julgamento, sendo que, em caso de condenação, será abatido da sentença o tempo em que já estava recluso, respeitando-se as garantias legais de isolamento especial para quem possui nível superior e o direito de ampla defesa.

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Cabe, a qualquer momento, seja por meio de um advogado ou do próprio recluso, fazer um habeas corpus pedindo o relaxamento da prisão, onde o juiz irá analisar, podendo deferi-la ou não. Até que isso ocorra, fato que o mesmo já deve ter providenciado, ou o fará durante o plantão do final de semana, o ex-ministro permanecerá preso em Curitiba em isolamento dos demais presos, por tempo indeterminado.

Acusações

As investigações da operação Lava Jato concluíram que #Antonio Palocci era quem coordenava os recebimentos na planilha do Grupo Odebrecht. Entre 2008 e 2013, foram pagos mais de R$128 milhões a agentes do PT (Partido dos Trabalhadores) através desse esquema criminoso. Além disso, Palocci teria colaborado para a aquisição de um imóvel destinado ao Instituto Lula. Moro também salienta que ainda existia um saldo de mais de R$70 milhões em propinas para ser pago no esquema.

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Até o momento o partido dos trabalhadores ou os políticos do PT não se pronunciaram a respeito da prisão preventiva. A defesa de Palocci também se mantem em silêncio nesse momento. Já o juiz Sérgio Moro, alegou que manter Palocci preso foi uma necessidade para não se colocar em risco a ordem pública. #Lava Jato #Sergio Moro