Nas últimas semanas, o empresário Marcelo #Odebrecht mudou seu comportamento em relação a sua prisão. O empreiteiro que é acusado de crimes de #Corrupção na Petrobras e liderança em esquema de cartel, não está suportando viver preso. Ele foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da operação #Lava Jato.

Marcelo é conhecido como o "Príncipe" e segundo informações de alguns frequentadores da carceragem da Polícia Federal, onde se encontra preso em Curitiba, ele anda muito abatido devido às dificuldades que seus advogados estão encontrando para firmar um acordo de delação premiada da forma que o "Príncipe" deseja.

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Um dos desejos para que Marcelo colabore em delação premiada é o tempo em que permanecerá no regime fechado. Marcelo avalia que está há muito tempo preso e quer negociar a delação premiada em troca de ficar mais 2 anos e meio em cárcere, porém descontando o tempo de 1 ano e oito meses que cumpriu. A Lava Jato recusou a proposta e diz que ele deverá ficar mais 2 anos na cadeia. Marcelo ameaçou não colaborar com a Lava Jato caso fosse recusado o pedido de redução do tempo de prisão em regime fechado e também se não autorizassem sua saída para participar das festas natalinas e do Ano Novo.

Outro ponto que Marcelo Odebrecht tenta negociar com a Lava Jato é sobre a sua participação no "setor de propinas", nome apelidado pela Lava Jato sobre o setor das "Operações Estruturadas" que funcionava dentro empreiteira Odebrecht.

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A defesa de Marcelo afirma que ele, como presidente, não intervia no esquema das "Operações Estruturadas". Já a Lava Jato afirma que ele participou do esquema que envolvia lavagem de dinheiro e caixa dois.

Os investigadores da Lava Jato acreditam que Odebrecht tenta diminuir a responsabilidade na sua acusação de corrupção na empreiteira, e que acreditavam ser intocáveis "sofisticaram tanto o esquema que acreditaram que seriam intocáveis", investigadores afirmam que não acreditam nessa tese. Agora, querem ouvir Odebrecht sobre ações de "contrainteligência" que apuram se Marcelo tentou comprar informações em redes sociais de conversas de delegados a respeito das investigações.