Nesta semana, a prisão do ex-deputado federal cassado Eduardo Cunha causou comoção por todo o Brasil. Quem ordenou a punição do político foi o juiz federal Sérgio Moro, responsável por julgar os autos da Operação Lava Jato. Com isso, diversas notícias acompanhando a levada de #cunha à cadeia pipocaram na internet. A mais recente foi divulgada pelo site do jornalista carioca Sidney Rezende, o SRZD. De acordo com o portal, Cunha foi excluído do grupo de WhatsApp do #PMDB.

Quem teria dito isso foi o deputado Hildo Rocha (PMDB-MA), administrador do grupo, que retirou Cunha às 13h35, aproximadamente. A decisão foi tomada meia hora depois do ex-parlamentar ser levado à cadeia.

Publicidade
Publicidade

De acordo com o portal, a decisão foi motivada porque o celular de Cunha foi apreendido pela Polícia Federal (PF), durante a prisão em Brasília.

Com isso, nenhuma conversa do grupo poderá ser vista pelos oficiais que levaram o político para a cadeia. Contudo, as anteriores à exclusão do deputado do grupo podem ser checadas.

De acordo com alguns jornais, #Eduardo Cunha foi levado à cadeia enquanto comia pão com manteiga em sua residência oficial, em Brasília. O caso levou internautas e eleitores à gargalhadas.

"Gente como a gente", muitos usuários do Twitter postaram.

De acordo com o site UOL, um dos advogados do preso, Ticiano Figueiredo, Cunha não falará sobre delação premiada.

"A delação não estava no nosso radar", declarou.

A defesa do político afirmou, com isso, que apesar do encarceramento dele, não há previsão dele fazer uma delação.

Publicidade

Contudo, a Justiça pode dar a prerrogativa de diminuição de pena, caso Cunha decida falar sobre detalhes dos crimes que é acusado e fornecer nomes e provas que levem a outros agentes da Lava Jato.

O dia após a prisão

Nesta quinta-feira, dia 20 de outubro, Eduardo Cunha foi levado, em Curitiba, por agentes da PF ao IML para realizar o exame de corpo delito, um procedimento de rotina realizado pelo instituto.

O deputado falou para os jornalistas o que pensa sobre sua prisão.

"É uma decisão absurda", disse.

Mesmo em condição de preso, Cunha foi escoltado por policiais sem algemas.

Aparentemente satisfeitos, muitos moradores do local foram à porta do IML comemorar a prisão de Eduardo Cunha.

"Tchau, querida!!", gritaram alguns dos transeuntes.

Mudanças

A chegada do ex-parlamentar na carceragem da PF causou uma movimentação inesperada. No dia de sua chegada, foi feito um remanejamento de presos para isolá-lo dos demais detentos da Operação Lava Jato, como delatores que citaram seu nome em acordos, como o empresário Marcelo Odebrecht, dono de uma empreiteira que está sendo investigada.