Seis meses após cuspir em seu colega da Câmara, #Jair Bolsonaro, o deputado federal, Jean Wyllys, está prestes a ficar longe de seu cargo político. O parlamentar recebeu seis representações pedindo sua punição, após o episódio da cuspida.

No dia 25 de outubro, o deputado federal, Ricardo Izar (PP-SP), anunciou que quer convocar doze parlamentares para deporem no processo por quebra de decoro que tem como réu, o deputado Jean. Existe um outro processo por quebra de decoro do parlamentar, desta vez por associar os deputados Marco Feliciano, Eduardo e Jair Bolsonaro, com o massacre da Boate Pulse, na Florida. Este, por sua vez, ainda não tem data ou prazo para prosseguimento, mas deve ser definido em breve, uma vez que a representação foi aceita com pouco tempo de diferença em relação ao processo da ’cuspida’.

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Ricardo Izar apresentou o seu plano para prosseguir com o processo na fase de instrução probatória e sugeriu a convocação dos seguintes deputados:

  • Ezequiel Teixeira (PP/MT)
  • Luiz Sérgio (PT-RJ)
  • Leonardo Picciani (PMDB-RJ)
  • Alberto Fraga (DEM-DF)
  • Chico Alencar (PSOL-RJ)
  • Covatti Filho (PP-RS)
  • Delegado Éder Mauro (PSD-PA
  • Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ)
  • Marcus Vicente (PP-ES)

As oitivas com esses depoentes estão agendadas para os dias 8 e 9 de novembro. Jair e Eduardo Bolsonaro também foram sugeridos para depor, entretanto, José Carlos Araújo (PR-BA), presidente do colegiado, ponderou a participação dos dois parlamentares, pois estão diretamente ligados ao conflito. A Consultoria do Conselho irá decidir se os dois poderão participar dessa fase processual. Jair é a vítima do ato que gerou a representação e por isso, já é parte do processo.

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Os deputados sugeridos para depor estavam presentes e viram o episódio e para permitir maior imparcialidade, foram escolhidos em partidos distintos, evitando-se filiados ao PSC, que também é parte ofendida no processo, por ser a sigla de Bolsonaro.

O Conselho de Ética analisará, após a instrução probatória, que tem prazo de 30 dias para ser concluída, se prossegue com o processo ou se o arquiva. O Conselho tem 60 dias para decidir, logo, a conclusão desse processo interno ficará para o retorno do recesso de janeiro. #Jean Wyllys #Câmara dos Deputados