Há pouco mais de um mês, surgiu na mídia a notícia de que um candidato a prefeito de uma rica cidade paulista, teria doado R$1 milhão do próprio bolso para a própria campanha. A informação foi confirmada e disponibilizada no site do TSE, bem como o candidato conversou com o Estadão e disse que economizou para o pleito político, pois com as mudanças na lei eleitoral não seria fácil conseguir doações.

Quase três semanas depois, o TSE atualizou o sistema de prestação de contas dos candidatos e divulgou que Rubens Furlan doou R$1.559.000.000 do próprio bolso e seu vice, doou R$400 mil. O que gerou estranheza nos adversários e na própria população é que com o salário de prefeito e vice, é impossível recuperar o valor investido na campanha.

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Segundo a associação ATB, o salário atual de um prefeito em Barueri é de R$18.706,19. Esse valor multiplicado por treze salários anuais, dá o valor de pouco mais de R$243 mil, que multiplicado por quatro anos dá quase R$973 mil. Entretanto, existe a dedução de 27,5% sobre o valor referente a declaração do imposto de renda, e 11% do INSS, que resulta em um valor liquido pelos quatro anos como prefeito de R$598 mil, logo, segundo os próprios adversários do político disseram, investir tal valor na campanha é o mesmo que pagar para trabalhar. Os adversários também sugeriram uma investigação. O segundo candidato que mais doou para a própria campanha na cidade foi Saulo Goes, que doou R$3 mil e ficou em segundo lugar na eleição municipal.

Rubens Furlan ganhou a eleição, entretanto, com número inferior de votos de #Eleições passadas.

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Cerca de 18% do eleitorado se absteve de votar e quase 16% votaram em branco ou nulo. Esse será o quinto mandato de Furlan como prefeito da cidade. Não houve nenhum adversário de direita, pois todos decidiram coligar com o PSDB nas últimas semanas antes de seu nome ser anunciado pelo partido como candidato a prefeito.

Candidatura quase não foi possível

Furlan estava inelegível até poucos dias antes do PSDB anunciar, oficialmente, quem disputaria a eleição municipal. O vencedor das #Eleições 2016 ficou inelegível em 2013 após ter contas rejeitadas. Pouco tempo depois, foi condenado pela justiça eleitoral por abuso de poder econômico na eleição de 2012. Esse ano, tornou-se réu do Ministério Público e corre o risco de ser condenado por improbidade administrativa.

Pouco antes de vencer o prazo para impugnação das candidaturas, o MP pediu a impugnação da candidatura de Furlan, mas dois dias depois o mesmo foi confirmado como candidato, entretanto, sua situação junto ao TSE é de deferido com recurso, ou seja, ele foi considerado apto para disputar a eleição, mas existe um recurso contra essa decisão que aguarda para ser julgado por instância superior, o que, se for deferido, pode impedir que Furlan tome posse em janeiro. #Resultado da apuração