A ministra e presidente do Supremo Tribunal Federal (#STF), Cármen Lúcia, recusou um convite feito por Michel Temer de participar de uma reunião dos três Poderes. O objetivo de Temer é pacificar os ânimos depois das declarações fortes do presidente do Senado, #Renan Calheiros, e reação da ministra Cármen Lúcia. A recusa foi um "balde de água fria" para o Planalto, que não esperava essa negativa da presidente do STF.

Agora o Planalto pretende minimizar o "não" de Cármen, dizendo que num próximo encontro ela estará presente. Um assessor ligado a Temer, disse que a ausência da ministra no encontro é algo muito grave. 

Manter a calma

O governo federal tenta acalmar os nervos de ambas as partes pois precisa de aprovação da PEC 241, que estabelece um teto para os gastos públicos, e terá a tramitação no Senado.

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Um auxiliar de Temer disse que Renan errou ao criticar duramente o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, após uma ação da Polícia Federal dentro do Senado. O Planalto preferiu não comentar o caso e manter o silêncio.

Vale ressaltar, que foi o presidente do Senado que pediu para Temer convidar a ministra para o encontro.

Julgamento

Cármen Lúcia marcou para o dia 3 de novembro, o julgamento de uma ação que pode fazer com que Renan Calheiros perca o cargo de presidente do Senado. A Corte irá debater se um réu pode se ocupar de cargos da linha de sucessão da  Presidência da República. No caso, se Michel Temer e Rodrigo Maia não puderem assumir o cargo, Renan seria a autoridade para exercer a função.

Em 05 de maio deste ano, o Supremo considerou que Eduardo Cunha, por ser réu, não poderia ter a oportunidade de ser presidente do Brasil, seguindo a rotas de sucessão.

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Na época, o ministro Teori disse que não havia condições mínimas de um réu tomar conta da Presidência da República.

Se Renan se tornar réu na Lava Jato, ele pode ter o mesmo caminho de Eduardo Cunha. O relator é o ministro Marco Aurélio Mello. Renan responde por oito inquéritos na Lava Jato e já foi denunciado pela procuradoria-geral da República, ao pagar despesas de uma filha com propinas de empreiteiras investigadas. #CármenLúcia