No Sertão da Paraíba, um sujeito chamado Ubiraci Rocha foi eleito o vereador da cidade de Catolé do Rocha. O mais intrigante nesta notícia é que Ubiraci foi preso por suspeita de pistolagem, ele também responde por crimes de homicídios e tráfico de drogas. Conhecido como "Bira", ele foi o sexto candidato a vereador com maior número de votos da cidade da Paraíba, ganhando as eleições de 2016. Ele estava preso temporariamente desde março desse ano, e para ir votar precisou de uma escolta policial e autorização. Foi candidato eleito pelo partido PPS.

Como "Bira" não é um preso definitivo, ele conseguiu uma autorização para poder comparecer as votações, e mesmo estando preso, o direito político do cidadão não proíbe que ele se candidate para algum cargo.

Publicidade
Publicidade

O traficante recebeu 948 votos. O novo vereador da cidade continua preso em Catolé do Rocha, no Presídio Padrão Manoel Gomes. 

Prisão

Ubiraci Rocha foi preso após uma ação da Polícia Militar da Paraíba, no Grupo de Operações Especiais (GOE). Segundo o delegado Allan Murilo Terruel, "Bira" era cidadão que assustava e causava pânico nas pessoas, seu nome está ligado a casos de assassinato, como um mandante de crimes e executor, o delegado foi responsável pela prisão do pistoleiro. 

Mendes quer impedir 'absurdo'

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministro Gilmar Mendes, acredita que um bandido nunca deverá se tornar um político. Ele espera que o TSE defina uma prisão preventiva para que as pessoas não fiquem em prol de um traficante recém eleito e acusado de crimes tão graves. A prisão preventiva de "Bira" seria uma forma de colocar em ação a "Lei Ficha Limpa", assim ele não poderia exercer nenhum cargo público, já que responde por crimes de tráfico e homicídio.

Publicidade

 

Ubiraci Rocha sendo preso preventivamente livrará as pessoas de um "compromisso" com um bandido, e impedir o direito de voto dos presos, organizará a campanha eleitoral para que não se coloque no poder pessoas que não tem índole para usufruir de um cargo público.  #GilmarMendes #Governo #Eleições 2016