A PEC 241 acaba de ser aprovada pela Câmara dos #deputados Federais, nesta terça-feira (25). Depois de duas sessões de votação, a maioria dos deputados disse sim à emenda. O Plano de Emenda Constitucional - PEC - prevê o congelamento dos investimentos para os próximos vinte anos no Brasil. De acordo com a proposta aprovada por 359 deputados, os investimentos poderão sofrer correções referentes ao índice de inflação do ano anterior. A medida passa a valer em 2017, para as pastas de Saúde e Educação. Para ser sancionada, a PEC 241 precisa de ser votada no Senado Federal.

Deputados aprovam PEC 241 com 359 votos a favor

Também conhecida como a ##pecfimdomundo, nome utilizado pelos internautas, a votação de hoje coloca em risco o futuro do Brasil.

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Em resposta à medida considerada impopular, mais de mil escolas e 80 unidades de instituições universitárias estão ocupadas por estudantes. Os deputados decidiram aprovar a emenda, mesmo com o clamor dos jovens que ocupam escolas e universidades. Esses deputados são os mesmos que justificaram seus votos através do povo, no afastamento da presidente Dilma Rousseff. Dessa vez, parece que os políticos não querem ouvir a população. Somente 116 deputados federais votaram contra a PEC 241.

Escolas continuam ocupadas e passam de mil em todo o Brasil

As centenas de escolas ocupadas estendem-se por todo o país, sendo o sua maior concentração no sul do país. Houve manifestações durante a votação da PEC 241, mas logo foram contidas pela polícia legislativa. Com a aprovação da emenda, o país poderá ter congelado seus investimentos para os próximos vinte anos.

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Congelamento do orçamento é atraente para a privatização de serviços

Segundo especialistas econômicos contrários à PEC 241, quem ganha com esse congelamento é o setor privado. Para eles, quando o governo deixa de investir em serviços públicos e básicos para a população, cria-se a necessidade e crescimento do setor privado. Muitas universidades declararam que a emenda inviabiliza o ensino público superior e gratuito, como declarou o reitor da UFRJ em nota de moção à emenda. #Pec241