Eduardo Cunha ficou conhecido por, desde sempre, estar envolvido na política. Mas quando isso começou? Quem era Cunha antes de se tornar o deputado? #Eduardo Cunha formou-se em economia em 1980 e logo depois já passou a trabalhar em diversas campanhas políticas, inclusive de candidatos muito famosos, como Moreira Franco. Sua devoção à política fez com que, em 1989, ele se filiasse ao partido PRN e, inclusive, trabalhasse para ele. 

Porém, quando consegue um cargo acima do acostumado, neste caso, em 1991, como comandante da empresa de telefonia Telerj, ele acaba sendo exonerado uma vez que investigações do Tribunal de Contas da União constaram problemas de corrupção em meio à empresa.

Publicidade
Publicidade

No ano de 1994 resolveu filiar-se ao PPB e em 1998, candidatou-se para o Rio de janeiro a deputado estadual. Em 2000, ele acabou sendo acusado da invenção de determinadas empresas para ganho de propinas, mas não existiram provas concretas.

Em 2002, Cunha é eleito deputado federal pelo PP, mas em 2003 decide passar a dedicar suas forças ao #PMDB. 2006 foi o ano em que foi reeleito, o mesmo que aconteceu em 2010 e 2013. 2013 também foi o ano em que foi eleito como representante principal, ou seja, líder, do PMDB. Já em 2015, Eduardo Cunha foi ainda mais longe, tornou-se presidente da Câmara dos Deputados.

Foi então que seus atritos com Dilma Rousseff iniciaram, uma vez que, ela sabia o quanto ele poderia prejudicar seus processos e a forma como ela governava. Esta tinha a intenção de inserir alguém de sua confiança para este cargo.

Publicidade

A partir de 2015, Cunha passa a ser acusado de ter contas na Suíça e participar de envolvimentos com a corrupção do governo atual, inclusive com a Operação lava Jato. Em novembro desse mesmo ano, um processo foi iniciado para afastar o até então deputado, uma vez que tantos envolvimentos estavam sendo indicados, mas, até esse momento, Eduardo Cunha continuava negando qualquer tipo de envolvimento ilícito.

Em 2016, Cunha passou a ser investigado com mais cautela e considerado réu da Lava Jato, no mês de março. Em maio, houve a possibilidade de afastamento do deputado, uma vez que este se encontrava respondendo por muitos processos, e as provas concretas contra ele começavam a surgir. Elas surgiam de todos os lados, através de pessoas comuns, partidários, eleitores, bancários, provas não acabavam mais.

Então, no decorrer dos meses deste mesmo ano, cada vez mais foram aparecendo suspeitas e outras acusações. Sua mulher, inclusive, passou e ser investigada também. Em junho a sua cassação foi aprovada pela Câmara e em julho ele mesmo aceita renunciar.

Publicidade

Temos então, em outubro, a sua prisão, que acabou gerando toda a repercussão em questão, de alguns lados negativa, e outros, positiva.

Fica claro que, segundo a sua trajetória política, desde que iniciou Eduardo Cunha já se mostrava polêmico, envolvido em escândalos políticos e negado os seus envolvimentos nestes. Isso só piorou no decorrer dos anos e, mais do que nunca, quando resolveu transitar entre diversos partidos, de acordo com aquilo que lhe convinha em determinados momentos.

O ex-deputado Cunha ficou conhecido, desde a sua fama com a carreira política, por utilizar dinheiro público para investimentos pessoais e de seus familiares, porém, o que demorou foi o surgimento de provas concretas que conseguissem fazer com que ele fosse realmente preso. #trajetoria