Neste fim de semana, o jornal carioca 'O Globo' publicou uma polêmica reportagem sobre o candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, #Marcelo Crivella, do PRB. A publicação repercutiu o livro 'Evangelizando a África', que mostra o trabalho como missionário do bispo da Igreja Universal do Reino de Deus. No texto, há críticas a diversas religiões, inclusive, a católica, que no Brasil ainda é a majoritária entre a população. Ele diz que o catolicismo tem práticas "diabólicas". Além disso, condena veementemente o que chama de terrível mal ao falar sobre a homossexualidade, classificada ainda para Crivella como "cultura maligna".

Após a repercussão, o candidato pediu através de uma nota perdão pelos comentários. O político disse que escreveu o livro em um ambiente de guerra e superstição.

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Ele se desculpou por ter julgado mal as religiões e os homossexuais. "As poucas referências ao catolicismo foram equivocadas e extremistas feitas por um jovem missionário, cujo zelo imaturo da fé, levou a cometer esse lamentável erro", diz o bispo da Universal na Nota. Crivella aparece atualmente em primeiro lugar disparado nas pesquisas eleitorais. Seu adversário, Marcelo Freixo, do PSOL, está focando a campanha em ataques políticos, fazendo o eleitor refletir em supostos apoios dados por Garotinho e pelo PMDB ao candidato do PRB.

No entanto, a polêmica maior em torno de Crivella sempre foi a religião. Em 2014, Marcelo Crivella também chegou ao segundo turno, mas Luiz Fernando Pezão decidiu bater forte no bispo, exibindo um vídeo da década de 1990, que exibe Edir Macedo, dono da TV Record, ensinando pastores a ganharem mais dinheiro dos fiéis no culto.

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Na época, a reportagem feita pelo 'Jornal Nacional' teve enorme repercussão. Macedo chegou a ser preso no início de sua jornada na Igreja Universal, mas hoje sua denominação religiosa é uma das mais fortes do mundo, sendo responsável pela criação do maior templo do país, o Templo de Salomão, localizado em São Paulo. A construção é maior até mesmo do que o santuário de Nossa Senhora Aparecida. #Eleições 2016