Nessa quinta-feira (13), o juiz Sérgio Moro mandou intimar o ex-deputado federal Eduardo Cunha a prestar depoimento em resposta preliminar a uma ação penal que foi encaminhada pelo ministro Teori Zavascki.

Entre as acusações, Eduardo Cunha é acusado de ter recebido propina de contratos fraudulentos de exploração de petróleo em Benin, país africano. Cunha também é acusado ter usado contas secretas na Suíça para a lavagem do dinheiro.

Com o pedido de intimação expedido, o juiz Sérgio Moro dá inicio ao processo contra Cunha na #Lava Jato, que ocorrerá de forma sigilosa.

O Ministério Público Federal (MPF) desmembrou a denúncia feita pelo Procurador da República Rodrigo Janot , deixando de fora o processo de crime eleitoral.

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Para Moro a ocultação de contas no exterior feita por Cunha e a não declaração a Justiça Eleitoral já se caracterizavam lavagem de dinheiro, e não era necessária a ratificação da denúncia.

Outras acusações

Em março de 2015, Cunha foi denunciado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção e lavagem de dinheiro, em um esquema de contratos de navios-plataformas das empresas Samsung e Mitsui. O então deputado na época Eduardo Cunha foi citado em delação premiada do doleiro Alberto Youssef condenado na operação Lava Jato.

Em uma operação da lava jato na casa de Diogo Ferreira, chefe de gabinete do deputado cassado Delcídio do Amaral (PT-MS), a força tarefa da lava jato encontrou anotações sobre um suposto pagamento de R$ 45 milhões a Eduardo Cunha e ao PMDB em troca de apoio na câmara a MP 608/13. 

Contas no exterior

Em outubro, o STF abriu um novo inquérito contra Eduardo Cunha para investigar as contas secretas nos EUA no valor de US$ 5 milhões de dólares.

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No pedido de investigação, Janot também apontou que Cunha, além das contas na Suíça, Cunha possuía contas em banco nos Estados Unidos desde os anos 1990, com patrimônio não declarado à Receita Federal de R$ 60,8 milhões. Na época da campanha eleitoral de 2014, Cunha declarou possuir patrimônio de R$ 1,6 milhão.

 Ministério Público da Suíça encaminhou à Procuradoria Geral da República (PGR) documentos relativos a uma investigação contra Cunha, sobre os contratos fraudulentos de exploração de petróleo em Benin. No dossiê da PGR havia extratos bancários, cópias de passaporte e comprovante de residência comprovando que Cunha e seus familiares eram beneficiários de 4 contas na Suíça que juntas somavam cerca de R$ 8,8 milhões. #SérgioMoro #Política