O ex-presidente da Câmara Federal, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já demonstra claramente sua intenção de aceitar um acordo de colaboração premiada junto à força-tarefa da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal e Ministério Público Federal. Cunha sabe que sua esposa também é investigada pela Polícia Federal e um acordo de delação poderia até mesmo, diminuir os riscos de que sua família também possa sofrer as consequências das investigações. O ex-deputado encontra-se preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, no estado do Paraná. Ele foi preso por ordem do juiz federal Sérgio Moro, que comanda a Lava-Jato, a partir da décima terceira Vara Criminal de Curitiba e é responsável pelos processos em primeiro grau.

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Delação de Cunha

O deputado cassado pretende assinar um acordo de colaboração premiada e para isto, deverá fornecer informações extremamente importantes para as investigações, para que o acordo seja selado concretamente. Um dos principais motivos que podem sinalizar que Cunha queira realmente entrar num acordo de delação,  é contratação do advogado Marlus Arns. Ele já foi responsável por acordos de colaboração  em processos que envolvam empresários presos pela força-tarefa da Lava-Jato. Segundo a defesa do deputado cassado Eduardo Cunha, o político teria já informado que pretende negociar um acordo com as autoridades policiais: "eu quero falar, eu vou falar", teria afirmado o ex-deputado fluminense. O advogado Arns, recém-contratado por Cunha, atua na defesa de empreiteiros que firmaram acordos de colaboração, como: Dalton Avancini, Paulo Augusto Santos e Eduardo Leite, todos da empreiteira Camargo Corrêa, além do empresário João Bernardi Filho.

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Entretanto, ao deixar a sede da Polícia Federal na capital do Paraná, o advogado de Eduardo Cunha desconversou, ao dizer que a colaboração premiada não foi tema de conversa com a força-tarefa da Lava-Jato. O juiz Sérgio Moro acolheu os argumentos apresentados pela Procuradoria-Geral da República, de que a liberdade do deputado cassado, poderia se tornar um "risco para a instrução do processo e também para a ordem pública", segundo Moro. #Lava Jato #Corrupção