Após mais uma denúncia contra o ex-presidente da República, #Lula busca todos os recursos possíveis para ganhar tempo, já que seus pedidos de afastamento de Sérgio Moro da condução dos processos em que é réu, são sempre indeferidos.

A nova ‘cartada’ dos advogados de Lula é arrolar testemunhas que possam ‘provar’ que Sérgio Moro age de maneira parcial, possuindo amizades com pessoas de outro partido e sendo visto com eles, o que, segundo seus advogados, configura uma forma de perseguir o líder do Partido dos Trabalhadores e favorecer os seus supostos algozes.

João Doria, eleito em primeiro turno para a prefeitura de São Paulo, foi arrolado pela defesa de Lula por ter recebido Moro em seus eventos.

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Vale salientar que, antes do pleito político de Doria, o qual culminou em sucesso logo em sua primeira tentativa, já era um jornalista consagrado e que comumente promovia ou comparecia a eventos diversos, seja como convidado ou a trabalho.

O foco dos defensores de Lula são os eventos do grupo de lideranças empresarias Lide, do qual Sergio Moro esteve presente e até foi fotografado com Doria e outras pessoas que quiseram posar ao lado de um dos homens mais influentes e admirados do mundo, segundo revistas internacionais consagradas, como a Forbes. A decisão da defesa é para, além de ganhar tempo e retardar ao máximo o julgamento de Luíz Inácio Lula da Silva, tentar, mais uma vez, a suspeição de Moro.

A suspeição de um juiz de qualquer instância equivale à declaração de que o mesmo não pode julgar um réu, pois possui relações diretas com defensores ou acusadores do mesmo, logo, ele torna-se suspeito para julgar, pois tende a prejudicar ou beneficiar o réu.

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Nesse caso, nenhuma parte que versa no processo contra Lula é amigo ou inimigo de Moro, mas seus advogados acreditam que o juiz federal, juntamente com a equipe da Lava Jato, atua em parceria com a mídia e em defesa do partido político PSDB, mesmo partido de João Doria. Logo, segundo o raciocínio dos juristas contratados por Lula, essa relação com políticos por parte do juiz, mostram que ele é parcial, pois pode ser ‘bom’ com uns, e malvado com o ex-presidente.

O pedido de suspeição é amplo e abrange assuntos que já foram esclarecidos ou ‘anulados’ pelo STF. Se trata das escutas telefônicas envolvendo Lula e Dilma, anuladas pelo Supremo, e da condução coercitiva de Lula em março desse ano. A condução é tratada pela defesa como um espetáculo circense. Apesar dos argumentos dos advogados, nenhum deles diz respeito ao juiz ser considerado suspeito para julgar, a ponto de ser substituído no caso. Ainda que, hipoteticamente, o pedido fosse deferido, Lula seria julgado da mesma forma, entretanto com outro juiz, mas em nada mudaria a sua situação com a Justiça. #SérgioMoro #João Dória