#Eduardo Cunha foi preso preventivamente na última quarta-feira, 19, e seus aliados e opositores já estão desesperados. Isso porque, se o ex-presidente da Câmara decidir fazer uma #Delação, mais de cem deputados federais serão, diretamente, prejudicados.

Aelton de Freitas, líder do PR, afirmou para a imprensa que Cunha é um verdadeiro “arquivo vivo”. Conhecido por sua inteligência e estratégia, Cunha seria capaz de derrubar inúmeros políticos do poder, mesmo estando preso. Logo que sofreu a cassação, Eduardo contou para a imprensa que estava escrevendo um livro, do qual ele revelaria tudo o que acontece nos bastidores do impeachment de Dilma.

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Segundo o peemedebista, seu livro faria revelações históricas.

Entretanto, com sua prisão, o temor de uma delação bem mais ampla do que poderia ser o seu livro pode colocar muito político no banco de réus. Cunha esteve em muitos cargos de destaque durante sua vida política, de forma que teve poder para influenciar nas escolhas de outros deputados no que diz respeito a medidas provisórias, projetos e CPIs.

Tanto os aliados quanto os opositores de Cunha afirmam que ele possui todas as negociações políticas anotadas em sua memória e em documentos. Nenhum deles entra em detalhes sobre o possível teor dessas ‘negociações’ ou o quanto elas poderiam influenciar no futuro dos parlamentares.

Um dia antes de ser cassado pela Câmara dos Deputados, Eduardo chegou a dizer que não tinha planos de fazer uma delação, pois só delata quem é culpado e ele era inocente dos crimes do qual é acusado e que provaria isso para a justiça. Entretanto, com sua prisão e o temor de que sua esposa também seja presa, uma vez que ela é investigada por ter usado um milhão de dólares, supostamente provenientes de propinas, Cunha pode optar em fazer uma proposta de delação, o que poderia, em tese, diminuir sua eventual pena, se condenado, e ajudar a conseguir responder ao processo em liberdade.

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Para a segurança de Cunha, a Polícia Federal decidiu mantê-lo isolado dos demais réus presos da mesma unidade prisional. O mesmo ficará isolado para decidir se fará ou não uma delação. Pela internet, chegou a circular um boato de que o ex-deputado corria riscos de ser vítima de uma queima de arquivo dentro da prisão.

Caso de Cunha se assemelha ao de Delcídio

Delcídio do Amaral também foi preso e realizou uma delação que citou muitos nomes, inclusive os de Dilma e Lula. Três meses depois, obteve o relaxamento de sua prisão. Sua delação foi aceita; ele, assim como agora Cunha, foi cassado e ficou com fama de vilão, dentro de seu antigo partido e entre outros parlamentares de variadas siglas. #Lava Jato