No dia 31 de agosto, foi realizado no Brasil um ato histórico: a votação do #processo de impeachment da Presidente #Dilma Rousseff. Após o resultado negativo para Dilma, a defesa petista fez várias tentativas para que fosse anulado o resultado de tal votação, onde o resultado fez com que o Presidente da República fosse trocado fora de época.

Nesta quinta (20), o mais recente pedido de anulação da votação, feito a favor de Dilma, foi negado por Teori Zavascki, Ministro do STF (Superior Tribunal Federal). A alegação do Ministro foi de que não compete ao departamento por ele representado interferir em um assunto que cabe ao poder Legislativo resolver.

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Teori também afirma, que caso algo deste nível acontecesse, poderia afetar ainda mais a condição do país que já atravessa uma dramática situação. Alega ainda que argumentos usados como o de o atual Presidente Michel Temer não ter recebido nenhum voto para que ocupasse o lugar de presidente foram descartados, visto que Michel estava na chapa de Dilma como seu Vice e a mesma sabia que, em caso de impeachment, obviamente seria seu Vice a assumir a posição.

A argumentação

Em seus argumentos, José Eduardo Cardozo, advogado de Dilma e também ex-Ministro da Justiça, afirma que, para que o processo de impeachment fosse montado, foram usadas muitas falsas afirmações e que o texto usava muito mais de "pretextos" do que de verdadeiras acusações. Segundo esse raciocínio, não seria possível haver um crime de responsabilidade vindo da parte de Dilma, o que faria claramente com que o processo fosse anulado.

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O advogado ainda afirma que foi Michel Temer quem meticulosamente arquitetou todo o processo, para que assim assumisse a presidência de forma não escondida mas sim "aberta e despudorada".

Cardozo argumenta também que os arquitetos do processo foram os mesmos que perderam as eleições em 2014, que neste momento estariam conseguido chegar ao poder mesmo sem receber votos. O advogado mencionou também Eduardo Cunha, que teria sido o "juiz-algoz" de Dilma, tendo sua mão manipulado todo o processo. #Política