O deputado federal Eduardo Cunha, que teve seu mandato cassado pela Câmara, foi preso preventivamente nesta semana. A Polícia Federal já constatou que ele tem um capital de cerca de R$ 221 milhões em pelos menos quatro contas bancárias. Além disso, o deputado desfrutava de um salário de R$ 33,8 mil ao mês, acrescentados de benefícios que somavam quase R$ 100 mil mensais.

Contudo, depois da decretação de sua prisão temporária, que foi expedida pelo juiz Sergio Moro, todas as contas foram encontradas totalmente zeradas – saldo negativo. Isso foi constatado após a decisão judicial de mandar o Banco Central bloquear as contas de Cunha.

O Banco central só encontro saldo positivo nas contas da mulher do ex-deputado, Cladia Cruz Cunha.

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Na conta dela, constam R$ 623,5 mil, que estão bloqueados desde junho deste ano.

A ação tem o caráter reparatório. Serão devolvidos aos cofres públicos, caso seja concluído que sejam fruto de desvio da Petrobras.

Fruto de propina  

Para os procuradores da Lava Jato, todo o dinheiro seria fruto de propinas que o deputado cassado teria recebido a partir de ações que ele mesmo manobrou com esquemas de desvios na Petrobras. Entre tais manobras, na mais emblemática, Cunha teria vendido um campo de petróleo na África, mais especificamente em Benin, para um empresário de origem portuguesa em valor muito abaixo do mercado. Em outra ele é acusado de receber R$ 5 milhões.  

De acordo com uma matéria da Folha de São Paulo, o esquema da ação da venda teria sido negociado diretamente pelo diretório internacional da Petrobras.

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Tal diretoria, nesse período, tinha como responsável direto Jorge Zelada, que é considerado um homem de confiança do PMDB e foi justamente indicado ao cargo pelo mesmo partido.  

Prisão de Cunha

O juiz Sergio Moro, em nota oficial publicada pela Justiça Federal do Paraná, determinou a prisão do ex-deputado cassado, Eduardo Cunha, assinalando que, em liberdade, ele está representando um risco para “a ordem pública, à instrução do processo”.

Além disso a nota afirma que há possibilidades reais de sua fuga para o exterior. Isso porque Cunha tem passaporte italiano, ou seja, dupla cidadania. Desse modo, o juiz concluiu que ele pode ter recurso ocultos no exterior. #Corrupção #Eduardo Cunha #Política