Hugo Chávez já morreu, mas sua presença continua constante nas ruas da Venezuela. Sua reeleição, no final de 2012, teve uma ajuda de uma companheiro de esquerda brasileiro, o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (#PT). Documentos adquiridos pela Revista Veja com a embaixada da Venezuela em Brasília expõem como o petista ajudou Hugo a permanecer no poder. Lula, em certo trecho, diz que, às vezes, perde o sono ao pensar que Chávez poderia perder as eleições presidenciais. A manifestação de preocupação não teria sido a única intervenção do companheiro político de Dilma Rousseff na Venezuela. 

Um dos telegramas expostos pelo ex-presidente foi para o então embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Arveláiz.

Publicidade
Publicidade

A mensagem foi encaminhada por e-mail, mais tarde, para o governo de Caracas. Após deixar o poder no Brasil há dois meses, Lula conversou com Arveláiz e disse que se Hugo perdesse o pleito, o que aconteceria seria pior que a queda do muro de Berlim, na Alemanha. O evento, registrado na década de 1990, é tido como o desfecho do poder do comunismo no mundo, regime que acabou não dando certo em nenhuma parte do planeta. Hoje são poucos os países voltados à esquerda, a maioria deles passando por graves crises ou afastamento da comunidade internacional. 

Para ajudar Hugo na eleição, o presidente brasileiro planejou ele mesmo criar um comando de campanha, aqui no Brasil, do partido de Chávez. O organismo teria coordenação do hoje preso, pela Lava-Jato, José Dirceu. Ele ainda lutava para colocar a Venezuela no Mercado Comum do Sul, o Mercosul.

Publicidade

A entrada era chamada pelo ex-líder sindical como "grande vitória". 

O lobby do petista ia além. Ele queria enviar o marketeiro de sua campanha, João Santana, pessoalmente para cuidar do pleito de Hugo. O homem da propaganda do PT também foi preso após investigações da Polícia Federal. Meses depois do primeiro telegrama enviado por Lula, uma nova mensagem foi mandada, dessa vez, a Nicolás Maduro, então chanceler do governo venezuelano. No texto, a presença do próprio lula em um evento em Caracas era anunciada. Este teve patrocínio da Odebrecht, empresa investigada na Lava-Jato, que teve seu diretor-presidente, Marcelo, preso.  #Chavismo