O peemedebista, #Eduardo Cunha, foi preso preventivamente nessa quarta-feira, 19, a mando do juiz federal, Sérgio Moro. O juiz acredita que manter o ex-deputado federal em liberdade pode acarretar um risco para a continuidade da instrução do processo e até mesmo, para a ordem público.

Desde que começou a ser investigado, Cunha não se opôs a realizar os procedimentos exigidos pela lei, bem como contou com a ajuda de seus advogados para defende-lo. O político é acusado de recebimento de propina, assim como outros réus que ainda estão em liberdade, incluindo o ex-presidente do Brasil, Luís Inácio #Lula da Silva.

Cunha deve chegar ao local onde ficará preso, em Curitiba, entre as 17h e 18h.

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O político deve pedir habeas corpus, que não é um recurso, mas sim um remédio constitucional para impedir a restrição de liberdade.

Cunha x Lula

Tanto Eduardo Cunha, quanto Lula são réus na Operação Lava Jato. Lula já é réu em três denúncias federais, fora uma denúncia feita pelo MP-SP e remetida para o MPF. Cunha é suspeito de ter recebido US$5 milhões em contas secretas de bancos suíços. Sua esposa também é ré por ter gasto cerca de US$ 1 milhão que podem ser originários da suposta propina.

Lula é acusado de comandar um grande esquema de corrupção que desviou quase R$88 milhões da Petrobras. Além disso, recai sobre o ex-líder do PT, denúncias de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e corrupção. A esposa de Lula também é ré na Lava Jato.

Lula tem feito o possível para retardar a sua condenação ou prisão preventiva e mesmo com mais acusações que Cunha, tem conseguido se manter em liberdade, entretanto, os próprios movimentos de esquerda já pressentem sua prisão e se mobilizam para apoiá-lo.

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Cunha x Dilma

Eduardo se tornou um grande inimigo da esquerda no Brasil a partir do momento que rompeu sua ligação com o governo de Dilma Rousseff. Sua saída da base de governo do PT se deu antes mesmo do próprio PMDB oficializar a dissolução da união.

Desde então, Lula, Dilma e todos os parlamentares do PT e de partidos aliados ao antigo governo, o chamam de golpista e responsável pelo impeachment, já que ele aceitou o pedido de Janaína Paschoal, Hélio Bicudo e Miguel Reale Junior, o mesmo que culminou com a destituição do cargo de presidente de Dilma, no dia 31 de agosto.

Como Dilma não e mais presidente, não possui mais a imunidade do cargo e pode ser investigada na Operação Lava Jato, se houver indícios de que a mesma participou ou se beneficiou do esquema de corrupção. Delcídio do Amaral chegou a delatar Dilma e Lula. Ele afirmou que ela não só sabia do esquema do Petrolão, como se beneficiou do mesmo em sua campanha política de 2014.

Futuro incerto

Apesar de antes de ser cassado, Cunha ter dito que não faria uma delação, com a sua prisão, é esperado que seus advogados o aconselhem a delatar para ter uma eventual redução de pena e até mesmo responder ao processo em liberdade.

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Por ser considerado um dos homens mais influentes da política brasileira, também é esperado que Dilma e Lula sejam os primeiros a serem delatados por ele. Cunha é visto como um homem de muitos segredos no Congresso Nacional.

Recentemente o político anunciou que estava escrevendo um livro onde contaria tudo sobre o processo do impeachment, conferindo revelações que entrariam para a história. Ainda não houve uma entrevista coletiva com a defesa do político ou com a equipe do MPF para comentar o caso. #Dilma Rousseff