O ex-presidente da câmara Eduardo Cunha foi preso esta quarta-feira (19) pela Polícia Federal, em Brasília, na operação #Lava Jato.

Cunha teria recebido propina

#Eduardo Cunha vai enfrentar a acusação de ter recebido propina relativa a exploração de petróleo no Benim (África) e de ter escondido o dinheiro numa conta bancária na Suíça. O Ministério Público Federal (MPF) elencou uma lista de atitudes pelas quais Eduardo Cunha teria tentado atrasar os procedimentos da operação Lava Jato, incluindo, entre vários outros, pressões sobre um servidor de informática da Câmara dos Deputados que havia lançado provas contra ele.

 

Risco de fuga

O MPF considerou também que o risco de fuga era elevado, pois Cunha tem dupla cidadania e teria uma enorme fortuna no exterior, não declarada em imposto de renda.

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 Portanto, o ex-presidente da câmara e ex-líder do PMDB, que teve a responsabilidade de abrir o processo de impeachment contra a ex presidente Dilma, foi agora preso pela #Polícia Federal e está nas mãos do juiz Sérgio Moro.

Até então, Eduardo Cunha não estava preso pois detinha foro privilegiado por ser parlamentar. Ele era presidente da Câmara dos Deputados, e por determinação do supremo foi afastado da presidência da câmara, e depois até do mandato parlamentar. 

Depois de ter seu mandato cassado, existiam 11 procedimentos contra Cunha; dois foram arquivados no próprio supremo, um no definitivo e outro, como a cassação do mandato. Tudo isso já foi arquivado no supremo, e os processos contra ele foram distribuídos pelo país. Dois estão em Brasília, outros no Rio de Janeiro, e um permanece no Supremo Tribunal Federal, porque envolve também outros parlamentares com foro privilegiado, sendo que dois estão nas mãos do juiz Sérgio Moro. 

O processo está em andamento na vara federal de Curitiba, e o juiz Sérgio Moro deu  prazo de 10 dias para ele apresentar a defesa.

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As primeiras informações indicam que Eduardo Cunha estava articulando para esconder provas, durante esse período.