A queda do governo da antiga presidente da república, #Dilma Rousseff, pode ter culminado em uma expressiva perda de popularidade dos parlamentares que a defenderam, desde a fase de aceitação da admissibilidade do processo do impeachment, na Câmara dos Deputados.

Vinte e cinco desses congressistas que a apoiaram, se candidataram ao cargo de prefeitos ou vice-prefeitos em diferentes cidades brasileiras, mas apenas dois conseguiram se eleger. As derrotas mais comentadas foram as de Luiza Erundina, em São Paulo e de Jandira Feghali, no Rio de Janeiro.

O fim da tese do golpe

Desde que o pedido do impeachment foi aceito por Eduardo Cunha, em 2015, Dilma Rousseff e seus apoiadores começaram a falar de um golpe de Estado, este que por sua vez foi questionado por jornalistas, políticos e leis.

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Com a consumação da destituição de Dilma Rousseff de seu cargo de presidente, o coro dos deputados e senadores sobre o ‘golpe’, aumentou, entretanto, com o resultado das #Eleições do dia 2 de outubro, já se fala até mesmo que descartaram a hipótese de tentar lutar para antecipar as eleições de 2018 e o novo movimento ‘diretas já’, encabeçado por políticos famosos, como Eduardo Suplicy e Lindbergh Farias, pode ter chegado ao fim.

O fracasso não foi só dos deputados que votaram contra o impeachment de Dilma, mas do partido dos trabalhadores como um todo. Nas capitais brasileiras, apenas o Rio Branco, no Acre, elegeu um petista no primeiro turno. Em contrapartida, o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e o PC do B (Partido Comunista do Brasil), ganharam força com a queda do aliado ideológico.

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O PSOL obteve diversos prefeitos e vereadores eleitos pelo Brasil, além dos candidatos que disputarão o segundo turno. O PC do B, chegou a coligar com grandes partidos pelo país, como o PSDB, garantindo espaço em diversas prefeituras, inclusive aquelas que nunca tiveram um prefeito da esquerda, como é o caso da rica cidade de Barueri, em São Paulo. Além desses casos, houve candidatos conhecidos das eleições que tiveram um desempenho ruim nas urnas, como é o caso da ex-candidata à presidência do Brasil, pelo PSOL, e que deve assumir o pleito novamente em 2018, Luciana Genro, que terminou a votação em quinto lugar da preferência do eleitorado. #Eleições 2016