Uma cotação feita nessa sexta-feira (21), no #Senado Federal e divulgada numa reportagem do jornal “Folha de São Paulo” promete botar ainda mais “lenha na fogueira”, no ambiente hostil e pesado que se instalou no Senado, após a prisão de quatro policiais da Polícia Legislativa, feita por agentes da Polícia Federal nessa sexta. Segundo a reportagem, US$ 127,8 mil (403 mil reais) foram gastos pelo Senado na aquisição de equipamentos eletrônicos (maletas), capazes de detectar eventuais escutas e grampos telefônicos. Fato que coincide com a investigação feita pela #Polícia Federal, que supostamente acusa a Polícia do Senado, de tentar obstruir o andamento das investigações da Operação #Lava Jato.

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De acordo com a cotação divulgada, o Senado comprou, em janeiro de 2015, esses equipamentos ultramodernos. A licitação foi dispensada pela empresa americana Berkana Defense & Security que possui sua sede, situada na cidade de Wilmington, no estado de Delaware, região nordeste dos Estados Unidos.                                 

Contratos foram feitos por meio de importação direta                              

A coincidência é que a aquisição dos equipamentos ocorreu num prazo de apenas dois meses, após a prisão dos primeiros empreiteiros da Lava Jato.

Os contratos com a empresa americana foram feitos através de importação direta. O custo de cada unidade da maleta detectora (Oscor Green 24GHz) de grampos foi de US$ 35 mil. As outras duas maletas (Talan Telephone and Line Analyxer) custou cerca de US$ 20 mil.

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Além das maletas, outros equipamentos com a mesma aplicação e finalidade foram adquiridos pela Polícia Legislativa do Senado.                                                

Na internet, é possível fazer uma ampla pesquisa sobre as maletas adquiridas. Em alguns sites, ela é descrita como “o que existe de mais avançado no sistema de contrainteligência”. Na descrição do produto, é possível ler que o dispositivo é capaz de detectar rapidamente, outros dispositivos eletrônicos, que, por ventura, estejam escondidos em um ambiente para gravar diálogos.

As assinaturas que constam no contrato de compra do produto, são as de Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho (secretário-geral do Senado) e de Everaldo Bosco Rosa Moreira (Coordenador de Polícia). Lembrando que, na época da aquisição, assim como acontece atualmente, Renan Calheiros (PMDB-AL) presidia a Casa.