Nesta sexta-feira, 30, a candidata à vice-prefeitura do Rio de Janeiro, Cidinha Campos, do PDT, usou o seu Facebook para dizer quais seriam os "podres" do seu adversário, Marcelo Freixo, do PSOL. O candidato aparece empatado em pesquisas ao lado de Pedro Paulo, do PMDB, que faz chapa com Cidinha na tentativa de manter o PMDB na prefeitura do Rio. O atual prefeito, Eduardo Paes, não conseguiu ajudar Pedro a disparar no Ibope. Nas imagens publicadas no Facebook, Cidinha diz que Marcelo não é 'flor que se cheire'. Segundo ela, desde o início, quando ela criticava Eduardo Cunha, chamando-o de ladrão, ninguém acreditou, mas 'deu no que deu'.

De acordo com Cidinha, Marcelo sempre apoiou os black blocks, mas acabou mudando a postura por conta da morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade.

Publicidade
Publicidade

A revelação apareceu um dia depois de, no debate, Freixo dizer que Cidinha não gostava dele, mas a neta dela sim. A estudante ajuda através das redes sociais a fazer campanha contra a avó e a favor de Marcelo. Cidinha diz ainda que o representante do PSOL teria feito uma campanha para arrecadar dinheiro para a viúva de Amarildo, que foi dado como morto após uma incursão policial na favela da Rocinha.

Segundo Cidinha, um Organização não Governamental (ONG) arrecadou R$ 310 mil, mas desse dinheiro, apenas R$ 60 mil teriam sido dados para a viúva de Amarildo. Com esse dinheiro, ela teria comprado uma casa na Rocinha, mas não foi o suficiente para que ela equipasse a residência com um fogão e uma geladeira. A viúva então teria ido à ONG para pedir a quantia para esses bens, mas ouviu um "não", precisando comprar os itens a prazo com o cartão de crédito de uma amiga. 

No entanto, a mesma ONG teria feito uma doação para a campanha de Marcelo Freixo à prefeitura.

Publicidade

"Ele sempre se coloca como se não soubesse de nada", diz a candidata a vice de Pedro Paulo. 

Direito de Resposta

A Blasting News recebeu do Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH) o seguinte texto, que publicamos na íntegra:

O Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH) vem novamente a público repudiar a acusação de que teria se apropriado indevidamente dos valores arrecadados na campanha “Somos Todos Amarildo”. A informação caluniosa foi inicialmente divulgada por meio de notícia publicada pela Revista Veja em 03 de março de 2014. Agora, no início do segundo turno da eleição municipal do Rio, em 04 de outubro de 2016, o portal de notícias “R7”, do grupo Record, replicou o conteúdo da matéria da Veja. Em 30 de setembro de 2016, a Deputada Estadual Cidinha Campos, então candidata à vice-prefeita, postou vídeo injurioso nas redes sociais com o mesmo conteúdo, tendo sido replicado em 01 de outubro pelo site “Blasting News”.
 
O referido texto afirmou que a campanha “Somos Todos Amarildo”, realizada em 2013, se destinaria exclusivamente à aquisição de uma moradia para a família do pedreiro Amarildo, torturado e executado por policiais da UPP Rocinha. Afirma, ainda, que o DDH teria retido 80% do montante arrecadado, deixando a família de Amarildo com uma pequena quantia. Trata-se de uma mentira torpe que tem como único objetivo atingir a honra da instituição e, em última instância, a própria luta pela afirmação dos direitos humanos.
 
A entidade já se manifestou sobre os fatos, por meio de nota, e ingressou em juízo contra a Revista Veja, requerendo a retirada da notícia inverídica e a devida indenização pelos danos morais causados. O processo tramita perante a 44a Vara Cível da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro e pode ser consultado pelo número 0089812-60.2014.8.19.0001.

 


Veja abaixo o vídeo em que a candidata a vice do #PMDB faz declarações contra Marcelo Freixo.

Publicidade

A publicação já tem mais de 1 milhão visualizações.

  #Eleições