Segundo publicação do jornalista Ricardo Noblat, colunista do jornal O Globo, os juízes federais Sérgio Moro e Vallisney de Souza Oliveira podem a qualquer momento deliberarem a expedição do mandado de prisão do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva. Haja vista que os magistrados possuem a competência para conduzirem os processos pelos quais o ex-presidente se tornou réu.

Entenda sobre a suposta prisão

Em março desse ano, Lula se tornou réu da Lava Jato pela primeira vez, em Brasília. Indiciado pelo suposto crime de tentativa de obstrução da #Justiça, no qual teria realizado manobras na intensão de comprar o silêncio do ex-presidente da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró.

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A segunda vez se deu em decorrência de uma denúncia vinculada aos procuradores da força-tarefa da Lava Jato, os quais acusaram o petista pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. As alegações referem-se ao apartamento tríplex no Guarujá e o Sítio de Atibaia, em São Paulo. A denúncia foi aceita pelo juiz Sérgio Moro e o ex-presidente nega ser dono das propriedades.  

Com relação à terceira, ocorreu no dia 13 desse mês, quando o juiz da capital do Distrito Federal Vallisney de Souza, acolheu novamente a denúncia contra o petista, pois, o juiz, já havia tornado Lula réu a primeira vez. Por conseguinte, o ex-presidente deverá responder pelos delitos de #Corrupção passiva; tráfico de influência; lavagem de dinheiro; organização criminosa e corrupção passiva. Todos os crimes fazem referência a Operação Janus e apura as negociatas realizadas em Angola, com recursos do BNDES. 

Entretanto, não há como ignorar a vigília ocorrida na madrugada desta segunda-feira (17), em frente ao apartamento do ex-presidente, na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo.

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Estima-se, pela avaliação de líderes dos movimentos sociais, que pelo menos mil pessoas estiveram presentes na vigília, resguardando Lula de uma eventual prisão.

Os militantes e dirigentes sindicais permanecem extremamente preocupados com a segurança de Lula, uma vez que há três processos em seu desfavor na Justiça. A reportagem esclareceu de forma hipotética que os juízes podem optar pela prisão, ou não, pois, existe a possibilidade de condená-lo sem a necessidade de levá-lo preso antes do julgamento. A deliberação acontecerá de acordo com o entendimento dos magistrados.