Nesta sexta-feira, dia 21 de outubro, a RedeTV! realizou um debate entre os dois candidatos que se enfrentarão no segundo turno pela Prefeitura de Belo Horizonte, João Leite (PSDB) e Alexandre Kalil (PHS). Em um momento mais acalorado da discussão, Leite insinuou que Kalil seria corrupto. O candidato do PHS, por sua vez, surpreendeu respondendo "Eu roubo, mas não peço propina em Furnas", uma clara provocação ao adversário, que não gostou da acusação, pedindo direito de resposta. "Vai ter que provar", disse Leite, interrompendo a tréplica de Kalil, que retrucou dizendo que seu adversário tem "rabo preso".

O bate-boca entre os dois ficou intenso, sem que se respeitasse a fala de cada um.

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As mediadoras Mariana Godoy e Amanda Klein tiveram dificuldades em acalmar os ânimos para restabelecer a ordem do debate.

Confira o vídeo da cena:

No primeiro turno, em 2 de outubro, Leite obteve 33,40% dos votos, contra 26,56% de Kalil. Em pesquisa recente do Ibope, o candidato do PHS assumiu a liderança do segundo turno, com 41% das intenções de voto, contra 35% do candidato tucano.

Alexandre Kalil tem 57 anos de idade e, além de político, é empresário e dirigente desportivo. Ele comanda a empresa Erkal Engenharia, que funciona na região metropolitana de Belo Horizonte. Filho de Elias Kalil, que foi presidente do Clube Atlético Mineiro entre 1980 e 1985, Alexandre seguiu os passos do pai tendo sido presidente do conselho deliberativo, diretor de futebol, e presidente do clube entre 2008 e 2014.

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Seu mandato marcou um período importante na história do Atlético Mineiro, pois foi uma época em que o clube contou com grandes jogadores (destaque para Ronaldinho Gaúcho, um dos ídolos recentes do Galo) e conquistou o título inédito da Taça Libertadores da América, em 2013. Desde essa época, Kalil já era conhecido por falar abertamente o que pensa, fazendo declarações eventualmente polêmicas.

João Leite também tem ligação com o Atlético Mineiro, tendo sido goleiro do time nas décadas de 70 e 80. Atualmente, ele cumpre seu sexto mandato consecutivo como deputado estadual de Minas Gerais. #Polêmica #Eleições 2016 #Política