Edinho Silva já pode comemorar e respirar tranquilo, pelo menos por enquanto. O petista conseguiu um grande feito, duas vitórias simultaneamente, ou seja, a prefeitura de Araraquara, em São Paulo, que com a condição de prefeito possibilita de forma automática o desligamento da competência de Sérgio Moro, juiz federal que conduz a Operação #Lava Jato, investigação que apura as fraudes da corrupção no país.

Edinho é um dos acusados de participar do esquema fraudulento ocorrido dentro da Petrobras. Segundo delatores da Lava Jato, o tesoureiro responsável pela campanha de 2014 da ex-presidente Dilma Rousseff, realizava manobras com quantia de valores significativos de vantagens indevidas (propinas), que eram recebidas a título de doação originadas de Construtoras e Empreiteiras que se beneficiavam de contratos licitatórios gerenciados pelo Governo Federal.

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Além de tesoureiro, o petista também foi Ministro das Comunicações Sociais do Governo Dilma e, atualmente, concorria ao cargo de prefeito em Araraquara no interior do estado de São Paulo. Neste domingo, Edinho conseguiu emplacar e garantiu a vitória, abrindo longa vantagem sobre o segundo lugar, que afinal de contas, pertenceu à sua ex-mulher, a candidata Edna Martins (PSDB).

O petista computou um percentual de 41,71% dos votos válidos, deixando a candidata peessedebista com 28,93% do eleitorado. Araraquara tem cerca de 228.000 habitantes, e, nessas condições, não há possibilidade de uma eventual disputa de segundo turno, celebrando, assim, a conquista do petista.

Conforme publicação do site de notícias "G1", o novo prefeito de Araraquara concedeu uma entrevista coletiva logo após o resultado da finalização das urnas, em que criticou a forma pela qual diligenciaram a sua campanha, ou seja, Edinho revelou que tentaram implantar o medo junto à população, e, em tom de desabafo prosseguiu: "tentaram fazer com que Araraquara tivesse receio de votar em mim", contudo, reconheceu e agradeceu: "felizmente eu agradeço muito à população, eu penso que a resposta foi dada nas urnas da cidade".

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O ex-ministro ressaltou que, independente, das pessoas que não contribuíram para a sua vitória, o seu governo será para todos. Concluiu afirmando que o seu trabalho será para desfazer o ódio ainda presente nesta cidade e que a sua missão será pacificar o ponto de vista político. Embora, não estivesse mais no governo Dilma, utilizou-se do mesmo vocabulário da ex-presidente: "Eu estou aberto ao diálogo", afirmou à reportagem.

Com relação às propostas, Edinho esclareceu que será necessária uma reforma administrativa para rever contratos com a finalidade de diminuir gastos excessivos. Admitiu ainda ter conhecimento suficiente para angariar recursos em prol da cidade, haja vista que reforçou a tese de sua participação em vários programas da esfera Federal, revelando ter facilidade para o diálogo com a população, governo de estado e o próprio governo federal. #PT #Eleições 2016