A ex-vereadora Carminha Jerominho foi até às redes sociais para atacar o candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, #Marcelo Freixo, do PSOL. Ela é filha de um político acusado de fazer parte de milícias na cidade, uma das frentes de batalhas que Freixo sempre foi contra e que acabou inspirando o filme 'Tropa de Elite'. Além de desafiar e ameaçar o candidato de esquerda, dizendo que ele não tem coragem de ir ao bairro de Campo Grande, Carminha declarou o apoio dela e da família à candidatura de Marcelo Crivella, do PRB.

O bispo da Igreja Universal do Reino de Deus chega a ter mais que o dobro das intenções de votos do adversário.

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Por isso, evita o embate direto e estaria até não querendo participar dos debates. Crivella já negou fugir da raia, mas disse que precisa de tempo para gravar as propagandas políticas. "O meu candidato, o candidato do Jerominho [Guimarães, ex-vereador, condenado por envolvimento com milícia, pai de Carminha], do Natalino e da Carminha é Crivella", diz a ex-vereadora. Devido ao parentesco da protagonista das imagens com pessoas condenadas, o caso acabou servindo de munição para quem apoia Marcelo Freixo.

A mulher diz ainda no vídeo que seu pai não é bandido, mas apenas um preso político. Ela ainda acusa o deputado estadual Marcelo Freixo de representar o tráfico de drogas, além de nomes da bandidagem, como Polegar e 'Tuchinha'. A gravação, de acordo com a ex-vereadora, não teria o conhecimento do senador #Marcelo Crivella.

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O político disse à 'Folha de São Paulo' que realmente não sabia do apoio, mas comemorou o voto, dizendo que ele também era muito importante. "Sem voto, ninguém ganha a eleição", disse Crivella à Folha. 

Ele ainda negou qualquer constrangimento em relação ao voto, mas disse que a justiça julgaria a família de Carminha. Por enquanto, ele agradecia o voto. O pai da protagonista das imagens já está preso há nove anos. A pena dele é de dez anos. Já o tio da ex-vereadora recebeu pena de quinze anos de reclusão, sendo preso no ano de 2008. Os dois são acusados de participarem da chamada "Liga da Justiça", que combatia o tráfico na região, mas fazia um poder paralelo, cobrando por serviços de TV a cabo e gás, por exemplo. 

Carminha ainda detonou Freixo pelo fato dele supostamente evitar a Zona Oeste da cidade. Ela diz que ele seria vaiado no local.