Marcos #Lula (PT-SP) tornou-se vereador na cidade de São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo, em 2012. Na época, teve quase quatro mil votos pelo simples fato de ser apoiado pelo seu pai, Lula. Em 2016, Marcos almejava repetir a vitória e garantir mais quatro anos na Câmara Municipal, entretanto, teve pouco mais de mil votos, sendo derrotado nas #Eleições.

Marcos venceu a eleição em 2008, mas a justiça o impediu de assumir o cargo, pois Lula era presidente da república na época. Psicólogo por formação, Marcos foi o administrador da ‘Lojinha do PT’, criada logo após a vitória de seu pai nas eleições de 2002.

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Na loja, comercializava produtos com a marca do PT, como se fosse uma loja de produtos esportivos, porém sempre vermelhos e com a estrela da sigla. O primogênito também participou da fundação do Partido dos Trabalhadores.

O vereador, que tem só mais dois meses para aproveitar a Câmara Municipal, costuma dizer que é herdeiro de um dos fundadores da cidade de São Bernardo do Campo. Marcos é filho do primeiro casamento de Marisa, sendo adotado por Lula posteriormente.

Pelas redes sociais, Marcos disse, antes da eleição de domingo, que o carinho de seus eleitores já tinha vencido o suposto ódio de quem tem preferências políticas distintas. Por fim, pedia para quem votava em seu pai, votar nele para vereador e no candidato do partido, Tarcísio Secoli, para prefeito da cidade. Nenhum dos dois conseguiu vencer a eleição.

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A cidade terá segundo turno entre Orlando Morando, do PSDB em coligação com a REDE, e Alex Mamente, do PPS em coligação com o PRB e PMN.

Apesar da derrota, cinco dos 28 vereadores eleitos na cidade são do Partido dos Trabalhadores, um é do PC do B e um é coligado com o PT pelo PDT. O número de representantes da esquerda ainda é baixo em uma cidade que já foi o reduto do partido de Lula, por muitos anos. Além disso, 122.581 pessoas não foram votar, 70.289 votaram nulo e 29.195 optaram pelo voto em branco. No total, 222.065 mil pessoas optaram em não votar nas eleições municipais, o que sinaliza a insatisfação do eleitor local com a política municipal e seus candidatos. #Eleições 2016