Renan Calheiros, presidente do Senado, está cada vez mais ameaçado de se tornar réu no STF e começa a argumentar para obter apoio de seus aliados e do Planalto. O presidente do Senado, que dentro de 3 meses deverá deixar o comando do Congresso, corre o risco de deixar o cargo antes mesmo do tempo previsto. 

Atitudes de Renan Calheiros

O Senador que sempre demonstrou serenidade em relação aos processos instaurados contra ele, agora parece estar perdendo o chão. Renan, nos últimos dias, andou subindo o tom das críticas contra o judiciário e começa a se insurgir contra alguns membros do poder.

O motivo desta guerra seria o embate entre policiais federais e a polícia do Senado.

Publicidade
Publicidade

Esta última, subordinada diretamente ao Presidente do Senado, foi acusada de tentar obstruir as investigações da #Lava Jato. A polícia legislativa montou um esquema de contra espionagem para sabotar operações de policiais federais.

Inquérito transferido

Teori Zavascki, entretanto, suspendeu e transferiu para o STF, nesta quinta feira, dia 27, o inquérito instaurado pela Lava Jato, contra os policiais legislativos. Esta decisão provocou uma trégua entre os dois poderes, depois de vários ataques de ambas as partes.

Por sua vez, a Presidente do STF, Cármen Lúcia, tomou as dores do judiciário, por ofensas de #Renan Calheiros, contra integrantes do poder. A mesma anunciou a data do julgamento, que definirá se o Senador continua no cargo, sendo réu em ações penais, principalmente estando na linha sucessória da Presidência da República.

Publicidade

Ação da Rede de Sustentabilidade

A Rede Sustentabilidade entrou com uma ação para questionar a constitucionalidade do cargo de Renan. A mesma será julgada dia 03/11 e poderá atingir em cheio o presidente do Senado. Hoje, Renan Calheiros, é o terceiro na linha sucessória para substituir o Presidente, no caso de ausência simultâneas do Presidente Michel Temer e Rodrigo Maia, presidente da Câmara.

Inquéritos instaurados contra Renan

Renan Calheiros é alvo de 12 inquéritos, entretanto, não se tornou réu. O mais antigo é a acusação de receber propina com a qual pagou a pensão de sua filha menor, fruto de um relacionamento extraconjugal com a jornalista Mônica Veloso, desde 2013. Renan é também acusado pelos crimes de falsidade ideológica, peculato e uso de documento falso, pelo recebimento de dinheiro, fruto de propina, da Construtora Mendes Júnior. O Senador é ainda alvo de mais 11 inquéritos no STF, entre eles, oito são da Lava Jato. O ministro Edson Fachin é relator do primeiro processo e o mesmo deverá entrar na pauta a qualquer momento. #Justiça