Preso desde o dia 19 de outubro, na carceragem da Superintendência da Polícia Federal, Eduardo Cunha ainda é manchete nos principais sites e portais de notícias do Brasil e do mundo, por, diariamente, surgirem várias descobertas da Polícia Federal em seu caso na #operação Lava Jato. 

A nova denúncia é de que o ex-presidente da câmara dos deputados ##Eduardo Cunha (PMDB) recebeu mais de 2,2 milhões em propina disfarçado de anúncios online da empresa Gol, através de um site evangélico (portal Fé em Jesus), que recentemente foi desativado. 

Após investigação, polícia descobre mais de 300 domínios registrados no CPF de Cunha, sendo 288 de nicho evangélico, a polícia acredita que domínios seriam ou foram utilizados para o esquema de propina através de venda de publicidade online. 

A Operação Lava Jato apurou que a veiculação dos anúncios custaram 100 vezes mais do que os valores cobrados pelo mercado publicitário atual. 

Os sites de Cunha receberam em media 200 mil ao mês, entre o ano de 2012 e 2013.

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No total foram 2,2 milhões apenas da empresa Gol. 

O pagamento de R$ 250 mil por exemplo, é de uma ‘cota master’ na página inicial do portal ‘G1’, com audiência cerca de 3.250 vezes maior que o portal Fé em Jesus. 

A empresa aérea comunicou que contratou uma auditoria para verificar se houve irregularidades, a polícia acredita que as propinas teriam sido repassadas a Cunha em troca de medidas que beneficiassem as empresas da família Constantino. 

Estima-se que a Gol tenha pago 11 parcelas de 200 mil reais, sendo que sete foram ao portal Fé em Jesus e quatro ao Bom Mercatto, que também é de propriedade de Eduardo Cunha. 

De acordo com o site  similarweb, ferramenta que calcula média de visitas mensais de sites, o portal Fé em Jesus recebia uma média de 150 mil visitas mensais, baseado no valor pago pela Gol, Cunha recebia R$ 416 reais a cada mil visitas, sendo que em outros grandes portais como G1, R7, UOL, o valor médio é de R$ 15 reais a cada mil visitas. 

A Polícia Federal segue com as investigações e Cunha ainda encontra-se preso de forma preventiva.

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#Política #Economia