O hacker Silvonei José de Jesus Souza, que clonou o celular de Marcela temer, e chantageou a ela e sua família, foi condenado a 5 anos, 10 meses e 25 dias de prisão. Acusado de #Crime de estelionato e extorsão.

Silvonei chegou a pedir à primeira-dama uma importância no valor R$ 300.000,00, para não divulgar fotos íntimas e áudios dela. Por se tratar de um réu primário, o hacker cumprirá prisão no presídio de Tremembé, no interior paulista.

O processo foi aberto em abril e em maio a prisão preventiva de Silvonei foi decretada. Ele estava preso desde maio, aguardando julgamento. O processo que teria tido um grau classificatório como prioridade, acabou sendo concluído em 6 meses.

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Segundo o advogado de Silvonei, Valter Bettencort Albuquerque, afirmou estar perplexo, de seu cliente ter sido condenado a regime fechado, pois ele é um réu primário, e não se trata de um réu de alta periculosidade, deveria pegar no máximo um regime semiaberto. Pois segundo Albuquerque até o regime aberto se enquadrava, no crime cometido pelo seu cliente. O advogado do rapaz disse que irá recorrer da decisão.

No processo, os nomes das vítimas foram trocados por codinomes, por motivo de segurança.  Em abril deste ano o acusado clonou o celular de Marcela, e enviou para ela um áudio onde ela conversava com o irmão sobre coisas do dia a dia. O réu então fez uma forte ameaça à vítima e disse que queria ganhar dinheiro, pois tinha gente interessada em comparar a gravação.

Na sentença foi relatado o fato de Silvonei, querer obter indevida vantagem econômica.

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O irmão de Marcela, contou também que foi chantageado e enganado pelo réu, que ao clonar o telefone da vítima, passou uma mensagem para ele, se passando por Marcela. A mensagem “ela” pedia ao irmão que a ajudasse, pois um hacker havia clonado seu aparelho e estaria em posse de fotos íntimas dela. Silvonei se passando por Marcela pediu que o irmão dela depositasse uma quantia no valor R$ 15.000,00 em uma conta bancária. O irmão achando que fosse ela então depositou o dinheiro e caindo no trote do acusado.

Porém, não satisfeito Silvonei continuou com as ameaças, afirmando estar em posse de muitos dados da vítima, após ter clonado seu celular.  E que estava em posse de fotos que poderiam causar constrangimento dela perante amigos, familiares e a mídia, chegou a exigir R$ 300.000,00, para não divulgar as imagens.

Durante a decisão do caso a juíza Eliana Mello, afirmou que as provas eram suficientes para imputar crime de estelionato e constrangimento a vítima sobre grave ameaça. #Investigação Criminal