No dia 17 de abril, quando a #Câmara dos Deputados votava a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff, #Jean Wyllys protagonizou uma cena que foi muito lamentada por toda a mídia brasileira: cuspiu no também deputado, #Jair Bolsonaro, por não concordar com o voto do mesmo, que foi favorável ao afastamento de Dilma da presidência da república.

O ato gerou representações no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e atualmente, a maior parte dos parlamentares da comissão de ética defendem que o mesmo seja punido pelo ato. Ainda não foi definida qual a punição o parlamentar poderá ser condenado. Os colegas defendem uma punição ‘exemplar’ e deve ser definida entre um afastamento não remunerado de 30 dias, considerada uma pena leve e até a perda do mandato.

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Após uma definição do Conselho de Ética, o caso será colocado em votação no plenário, onde todos os parlamentares presentes poderão votar se concordam ou não com a punição.

Jean não é um dos deputados mais populares da Câmara e já protagonizou discussões com colegas de diferentes partidos. Em uma entrevista concedida ao Conexão Repórter, o próprio político considerou ser alguém sozinho no plenário, o que ele atribuiu ao “fascismo e preconceito”.

Apesar de ser muito mais popular que Jean Wyllys, também existem parlamentares que não possuem uma boa relação com Jair Bolsonaro, entretanto, por conta da atitude de Jean, até mesmo eles, concordam que houve uma falta grave e que não deve ser admitida, seja contra qualquer político, de qualquer partido.

O deputado federal, Silvio Costa (PTdoB-PE), está conversando com os colegas para evitar que Wyllys tenha uma pena muito grave.

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Ainda que seja acatado o parecer do relator do processo, Jean responde a outro processo por quebra de decoro que pode levar a sua cassação, que é por ter acusado os parlamentares Marco Feliciano, Jair e Eduardo Bolsonaro, de realizarem discursos de ódio que ocasionam na morte de gays. A ‘mensagem’ de Jean foi proferida no dia em que um homem, simpatizante da sharia e que sua ex-mulher contou que ele era homossexual, entrou em uma boate LGBT da Flórida e matou dezenas de pessoas.