A justiça eleitoral do Rio Grande do Sul, por intermédio do juiz Niwton Carpes da Silva, impediu que a imprensa registrasse o momento de votação da ex-presidente Dilma Rousseff. De acordo com o juiz, com a cassação do mandato de Dilma, ela se torna uma cidadã comum e não tem mais direitos diferenciados perante a sociedade.

Dilma lamentou o ocorrido e criticou a proibição, dizendo que isso é antidemocrático e ressaltou que a democracia brasileira nunca esteve tão fragilizada como está agora. 

Para conter os jornalistas, a justiça eleitoral pediu para que a Brigada Militar fechasse as portas, causando indignação na ex-presidente.

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Um repórter perguntou para a petista qual era a sensação de se tornar uma cidadã comum. Dilma respondeu que se ela é uma cidadã comum, ela tem muito orgulho disso, ainda mais cidadã desse país maravilhoso.

Recepção

Dilma votou na Escola Estadual Santos Dummont, zona sul de Porto Alegre e foi recepcionada por vários militantes petistas com flores e alguns protestos contra o presidente Michel Temer. Foram vistas várias faixas com os dizeres: "Fora Temer".

A ex-presidente teve uma pequena dificuldade para chegar à sua seção devido o tumulto de repórteres e pessoas tentando um contato com ela. A polícia foi chamada para evitar o tumulto e alguns militantes reclamaram de agressão policial. Vale lembrar que a legislação eleitoral não permite registro de voto de pessoas comuns.

Cidadã comum

Segundo o juiz Niwton Carpes da Silva, titular da 160° zona eleitoral, #Dilma Rousseff é uma cidadã comum e portanto a lei deve ser respeitada.

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"Registrar voto na urna é errado", afirma o juiz. Ainda de acordo com Silva, se alguns ex-presidentes tiveram seus votos registrados, isso é um problema que tem que ser resolvido. "Um erro não gera um precedente", disse Silva.

Silva comentou também que a chegada da ex-presidente causou um comportamento de euforia em algumas pessoas e por isso que Brigada teve que agir. 

A lei eleitoral proíbe qualquer manifestação política no dia da eleição, com exceção das manifestações individuais. #Eleições #Eleições 2016