Ocorreu nesta quarta-feira (19), a prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados #Eduardo Cunha. O peemedebista estava em Brasília e foi surpreendido pela Polícia Federal (PF), que anunciou a sua prisão. Cunha deverá embarcar ainda hoje para a sede da PF, onde ocorrem as apurações da Lava Jato.

O mandado de prisão foi expedido pelo juiz federal Sérgio Moro. Na semana passada, especialmente na quinta-feira, o magistrado aceitou a ação penal em desfavor de Cunha, a qual tramitava no próprio Supremo Tribunal Federal (STF), devido a sua condição de parlamentar.

Na época em que foi recebida a denúncia, Eduardo Cunha fazia uso da regalia do foro privilegiado.

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Se condenado, o ex-deputado responderá pelos delitos de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e #Corrupção passiva. As informações foram reveladas pela equipe de reportagem da revista VEJA.

Com o mandato cassado, o ex-presidente da Câmara ficou a cargo de Sérgio Moro, pois o juiz federal acolheu os autos na 13.ª Vara Federal, na Comarca de Curitiba. Toda a documentação foi enviada por intermédio do relator da Lava Jato, ministro Teori Zavascki.

Estão presentes nas alegações contra Cunha os recebimentos de vantagens indevidas (propinas), as quais eram administradas em troca de manobras em contratos da Petrobras, que facilitavam de forma ilícita a "exploração de petróleo", em uma base da África do Sul. As quantias recebidas eram repassadas para contas ocultas na Suíça.

Moro: prisão de Cunha enfraquece acusações de parcialidade

Devido a grande repercussão nacional e internacional da Operação Lava Jato, o juiz Sérgio Moro recebeu criticas e, é claro, aumentou a segurança, pois as ameaças também fazem parte de sua rotina.

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Mas alguns de forma declarada, por exemplo os aliados, sejam militantes ou sindicalistas do Partido dos Trabalhadores (PT), ainda não digeriram Moro, pois alegam parcialidade do juiz.

Com o passar do tempo, as investigações avançaram. A PF e a força-tarefa do Ministério Público resolveram, com o aval do juiz, apurar as autoridades politicas do alto escalão, inclusive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já se tornou réu em três processos de desdobramento da Lava Jato.

A situação proposta não agradou Lula e logo a sua defesa questionou e chamou Moro de "juiz acusador". Vários foram os recursos protocolados no Supremo Tribunal Federal para discutir a incompetência do juiz, com a intenção de afastá-lo para não julgar o petista.  

Por fim, o ministro relator Teori Zavascki julgou improcedentes todos os recursos, fundamentando que os instrumentos eram apenas "tentativas da defesa de embaraçar as apurações" da Lava Jato. É muito provável que a prisão de Eduardo Cunha importará nas investigações e servirá talvez para desfazer as avaliações negativas daqueles que sugerem que o juiz somente prende os petistas. #Sergio Moro