Fernanda Cristina dos Santos: um nome comum sob uma acusação incomum: aposentar às presas uma ex-presidente da república. Dilma Rousseff mal deixou a presidência, após sofrer o impeachment, dia 31 de agosto, e já havia conseguido se aposentar com o teto máximo da previdência, de pouco mais de R$5 mil.

A notícia foi dada em “primeira mão” pela própria senadora Kátia Abreu, do PMDB, no dia da polêmica votação do impeachment. Poucos dias depois, foi confirmado que Dilma não só já tinha dado entrada em sua aposentadoria, como já tinha obtido o benefício.

Por conta disso, um processo administrativo foi aberto para apurar a conduta de Fernanda, de forma que se as investigações comprovarem que ela passou Dilma na frente dos demais candidatos ao benefício previdenciário, seja voluntariamente ou em troca de algum outro benefício, poderá ser exonerada do cargo.

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Exoneração, aliás, não é uma sentença incomum para a servidora do INSS. Segundo divulgou Barbara Lobato da revista Época, a servidora disse que já foi exonerada de um outro cargo que ocupou como comissionada.

Relembre o caso da #aposentadoria de Dilma

A ex-presidente do Brasil, #Dilma Rousseff, se aposentou um dia após sofrer o impeachment, ou seja, em primeiro de setembro já era uma cidadã aposentada, passando na frente de idosos de todo o Brasil que aguardam meses ou anos, para ter o deferimento de suas solicitações.

No dia 30 de setembro, uma reportagem investigativa da Época, revelou que o cadastro de Dilma passou por 16 alterações feitas pela servidora Fernanda Cristina, no período de 10 horas. Logo que Dilma foi destituída do cargo, o ex-ministro da Previdência Social de seu governo, Carlos Eduardo Gabas, juntamente com uma mulher munida de uma procuração para representar a ex-presidente, adentraram, pelas portas dos fundos, a Agência da Previdência Social no Plano Piloto, na Quadra 502, Asa Sul, Brasília.

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Lá dentro, garantiram que assim que deixassem a agência, Dilma já estaria aposentada com o teto máximo, de R$ 5.189,82.

Outro detalhe sobre o caso é que o tempo de espera para que um cidadão comum consiga um agendamento para requerer (e não obter) a sua aposentadoria, em Brasília, é de 115 dias. Depois tem um novo prazo para obter uma resposta. Todos atendimentos, em todas as agências da Previdência Social de todo o Brasil, devem ser, previamente, agendados, senão, não tem como ser atendido. Dilma não agendou nenhum horário.

Em sua defensa, Gabas, afirma que a ex-presidente poderia ter se aposentado há dez anos, mas não o fez, pois não quis. Afirma também que não houve privilégios e que o processo foi ‘normal’. #PrevidenciaSocial