Na manhã desta quinta-feira (27), um grupo de juízes deu entrada em uma representação no Conselho de Ética contra o presidente do Senado Federal, #Renan Calheiros. Para os juízes, Renan cometeu quebra de decoro parlamentar ao se referir a um juiz como “juizeco”.

O fato ocorreu, nesta segunda-feira (24), durante uma coletiva de imprensa que Renan Calheiros (PMDB) convocou para responder a questões sobre a Operação Métis. Ele afirmou que considera ela abusiva e anunciou que vai dar entrada com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra tal Operação. Segundo o senador, a ação tem como objetivo definir de forma clara as competências dos poderes.

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A autorização para a deflagração da Operação Métis veio da 10.ª Vara Federal de Brasília, na representação do juiz federal Vallisney de Souza Oliveira. Para o juiz, as acusações contra os policias legislativos são de caráter gravíssima. Isso porque eles são acusados de realizarem varreduras de escutas instaladas com a autorização da Operação #Lava Jato. Tais varreduras ocorreram justamente nas residências e gabinetes de parlamentares investigados pela Lava Jato.

De acordo com o senador Renan Calheiros, buscas no Senado Federal só podem ser feitas pelo próprio Senado e não podem ser realizadas por qualquer “juizeco de primeira instância”. Isso, segundo o presidente do Senado, seria atentar contra a independência dos poderes. Assim, ele justifica a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) afim de fixar de modo mais claro tais delimitações.

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Operação Lava Jato

Na coletiva de imprensa, Renan Calheiros, que também está sendo investigado pela Lava Jato, não ousou falar contra a Lava Jato, pelo contrário ele afirmou que a Operação é “sagrada”, mas disse que ocorrem “excessos” no processo das investigações. “A Lava Jato representa um grande avanço para o país, ela é sagrada. Contudo, não significa que podem acontecer alguns excessos, isso não significa conspiração”, afirmou o senador.

Ainda, de acordo com o presidente do Senado, é “inacreditável” que um desacordo entre agentes policiais possa gerar uma crise institucional.

Ele afirma veementemente que todos os pedidos de varreduras são estritamente legais por serem realizados pelo pedido do Senado Federal de acordo com o regulamento interno e com a Constituição. Assim, isso não poderia se tornar uma questão policial. #Política