Emílio Odebrecht, preso na Operação #Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga o maior escândalo de corrupção da história recente do Brasil; colocou o sonhado estádio dos corintianos como alvo das investigações após declarar que a construção é fruto de um "mimo" concedido ao ex-presidente Lula (PT).

Em contrapartida, o deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP) - eleito nas eleições de 5 de outubro de 2014 - esclareceu que a construção da Arena #Corinthians nada tem a ver com os crimes de desvios em corrupções operados por servidores públicos, partidos políticos e figurões da administração Federal petista e seus aliados.

Ex-presidente do Sport Club Corinthians Paulista, Sanchez foi idealizador do projeto da Arena, embora possua apenas o ensino médio em seu currículo escolar, ou seja, estudou apenas até a 4ª série do antigo primeiro grau.

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Desde sua concepção, no bairro de Itaquera, extremo da Zona Leste paulistana, o clube de Parque São Jorge vem tentando, sem sucesso, celebrar contratos de naming rights à sua arena. As negociações referem-se à concessão de direitos de nomes para que empresas explorem espaços nos estádios com suas marcas ou seus próprios nomes.

O primeiro contrato de naming rights celebrado no Brasil aconteceu há 17 anos, pela casa de espetáculos Credicard Hall - a administradora de cartões de crédito adquiriu o direito de explorar as instalações batizando o local com sua marca. No futebol, a Kyocera do Brasil Componentes Industriais batizou a Arena da Baixada, em Curitiba, com seu nome em 2005. Logo depois veio a Arena Fonte Nova, na Bahia, que vendeu seus direitos de nomes ao grupo cervejeiro Petrópolis que, por sua vez, associou a marca Itaipava nas instalações do estádio, batizando-o por Itaipava Arena Fonte Nova.

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Em São Paulo, o rival do Corinthians, a Sociedade Esportiva Palmeiras - fundada como Palestra Itália em 1914 e que comprou seu estádio, o Parque Antarctica, três anos depois de sua fundação, em 1917 -, fechou um contrato milionário de naming rigths antes mesmo da inauguração de sua Arena Allianz Parque, em alusão à seguradora alemã.

De volta ao lamentável envolvimento do nome da arena corinthiana nas investigações da Lava Jato, Andrés Sanchez admitiu que as denúncias do presidente do conselho de administração da Odebrecht colocam o Corinthians em situação difícil e promovem dificuldades nas negociações com empresas que, certamente, temem ter suas marcas associadas à uma construção fruto da corrupção.

Agora deputado federal, o petista disse que a única interferência de seu amigo Lula na construção da Arena Corinthians foi a sugestão de que ela fosse erguida na região em que está para promover o desenvolvimento da localidade e de boa parte da Zona Leste de São Paulo.

Tendo antes exigido mais de meio bilhão de reais para ceder os naming rights do Itaquerão, Sanchez agora diz que, em razão da crise, o clube poderá aceitar receber o que uma empresa interessada se dispor a pagar dentro de cifras a partir de R$ 200 milhões.

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Com financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a Odebrecht ergueu a construção por mais de R$ 980 milhões. Segundo Sanchez, ainda faltam cerca de R$ 50 milhões para que o estádio fique 100% pronto. #PaixãoPorFutebol