A situação do presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (#PMDB), está se complicando. O Senador, inclusive, já havia sido citado antes pela Operação #Lava Jato, que investiga o maior escândalo de #Corrupção ocorrido dentro da Petrobrás, e que recebe, na próxima semana, a delação premiada de Felipe Parente, o que deverá intensificar as apurações sobre o caso.

Entenda o ocorrido

Ironia ou não, mas a primeira vez que Renan Calheiros se tornou alvo da Operação ocorreu com a denúncia de seu afilhado político, Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro (empresa subsidiária da Petrobras). Machado, por ser íntimo dos líderes políticos, participou de grandes eventos organizados pela própria cúpula peemedebista.

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Com receio do seu envolvimento nestes eventos, ele resolveu gravar diversos áudios de conversas, o que comprometeu vários nomes, principalmente o do Presidente do Senado. As gravações estão em poder da força-tarefa da Lava Jato.

As próximas fases da Operação podem ser baseadas em informações do “propineiro” do PMDB, Felipe Parente, que aceitou o acordo de delação premiada, negociando com a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF), o que já pode ter sido homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), pelo relator da Lava Jato, o ministro Teori Zavascki.

Parente é considerado o “homem da mala”, apelido atribuído em função da forma com que o mesmo exercia a distribuição dos pagamentos de vantagens indevidas (propinas) aos comparsas e aliados do PMDB. Segundo o mais novo delator, as revelações vão esclarecer como as arrecadações eram desviadas da Transpetro e ao seu direcionamento.

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Tudo indica que o próximo nome a ser investigado pela operação Lava Jato será mesmo o do presidente do Senado, Renan Calheiros. Conforme reportagem publicada pela revista Veja, a proximidade da captura do "terceiro homem na linha de sucessão da República" está prestes a se confirmar.

A revista ainda divulgou que tomou conhecimento de um dos despachos do relator, Ministro Teori Zavascki, em que sinalizou sobre o acordo da delação premiada confirmado pela defesa do empresário Felipe Parente, composto por cinco anexos, que transcrevem todos os fatos e detalhamentos, desde o recolhimento das propinas até os seus repasses aos parlamentares, principalmente, Renan Calheiros e Jader Barbalho, Senador aliado ao PMDB do Pará.