Nesta sexta-feira, quatro policias do poder legislativo do Senado foram presos pela Polícia Federal por sabotagem, em mais um processo da operação Lava Jato. A acusação é de que os policias destruíram escutas telefônicas na casa de senadores. Ambas eram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. Um dos senadores beneficiados era a Gleisi Hoffmann (PT-PR), admitindo que, em suas residências, em Brasília e Curitiba, foi realizada a varredura.

Um dos presos foi o chefe da Polícia Legislativa do Senado, Pedro Ricardo Araújo Carvalho. Toda essa ação foi a pedido da Procuradoria Geral da República  juntamente com o apoio do Ministério Público Federal.

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Os demais foram: Everton Taborda, Geraldo Cesar de Deus Oliveira e Antonio Tavares.

Os mandados foram expedidos pela 10ª Vara do Distrito Federal. Ao todo, foram 9: 5 de busca e apreensão e 4 de prisão temporária. Além de tudo, os policiais acusados terão a suspensão de seus respectivos cargos da função exercida, determinada pela Justiça Federal.

Posição de Gleisi sobre o ocorrido

Gleisi afirma ter solicitado a varredura, porém, se defende dizendo que jamais teve a intenção de obstruir as investigações da #Lava Jato.

Ela utiliza um acontecimento a seu favor com o princípio de defesa, onde cita a prisão de seu marido, Paulo Bernardo, como principal motivo da solicitação da varredura. Em nota ela diz: "Logo após a operação de busca e apreensão realizada em minha casa em Brasília e em Curitiba, com a prisão de meu marido Paulo Bernardo, solicitei ao Senado que a Polícia Legislativa, dentro de suas atribuições legais, fizesse uma verificação e uma varredura eletrônica nas residências.

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Fiz o pedido formalmente".

Seu marido, ex-ministro, foi preso acusado de #Corrupção, em junho, durante operação da PF, porém, 6 dias depois ele foi liberado, decisão concebida pelo STF.

Para finalizar, Gleisi afirma ter consultado a Polícia Legislativa, caso encontrassem algo nos locais. Em seguida, afirma que, como não encontraram nada, não tomaram nenhum providência. #Política