Neste domingo (02), o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva compareceu nas urnas para eleger seu candidato na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Na ocasião, aproveitou para comparar, de forma irônica, o candidato João Dória, do PSDB, ao ex-presidente da República Fernando Collor de Mello. Conforme publicação do jornal "Folha de S. Paulo", sem citar nomes, o petista deu o seu recado ao comentar que "São Paulo não merece eleger um candidato sobre quem nada se sabe", retrocedendo à época de Collor em 1989.

Revoltado, Lula desabafou dizendo que os eleitores de São Paulo não poderiam colocar a cidade em risco, jogando fora a oportunidade de eleger para a Prefeitura o candidato Haddad ao invés de um "aventureiro". Novamente, mencionou: "um aventureiro sobre quem não se sabe nada, uma coisa que surgiu do nada", afirmou o petista.

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Repetidamente, comparou Dória novamente a Collor de Mello que segundo Lula, também apareceu do nada naquela época. Ademais, ainda criticou os veículos de comunicação, ou seja, a imprensa, e principalmente a "Globo", pela publicidade concedida ao ex-presidente alagoano, quando foi eleito.

Ao dar meia volta, saindo da cabina de votação, o ex-presidente ficou entre os aplausos e as vaias, e não perdeu a oportunidade de argumentar que o "#PT está se preparando para outro embate", sugerindo que talvez, quando as eleições municipais encerrarem, o Partido dos Trabalhadores deve realizar algo grandioso.

O ex-presidente afirmou que a sua agenda está repleta de compromissos e viajará por todo país para fortalecer a campanha eleitoral do PT, salvo se impedido por circunstâncias alheias. O petista demonstrou que essa seria a única alternativa para freá-lo, comentando que "o dia em que eu não puder mais andar vou andar com as pernas pelo povo".

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Questionado sobre a denúncia ocorrida pelos procuradores da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF), Lula foi direto e respondeu que, segundo ele, a palavra "convicção" está depreciada. O termo "convicção" foi utilizado pelo MPF no momento em que explanavam os motivos pelo qual Lula se tornou réu da Operação Lava Jato.

O líder petista assumiu a interferência das acusações junto aos resultados das eleições, mas garantiu que "pode influenciar em alguma eleição, mas não no resultado final". Lula também se referiu à crise que o Partido dos Trabalhadores (PT) está enfrentando e alertou que é momentânea, enfatizando que os militantes e companheiros tiveram períodos em que foram obrigados a  lutar contra a "maré", mas logo conseguiram respirar.

Por fim, e com atrevimento, Lula ousou dizer que se a população de São Paulo tiver inteligência, como pensa que tem, a única alternativa seria eleger o candidato Fernando Haddad, para atender os interesses da sociedade da população paulistana. #Lava Jato