A ex-candidata à Presidência da República e principal figura do partido da #Rede Sustentabilidade, #Marina Silva, proferiu discurso nesta segunda-feira (10), com um pessimismo que não é habitual, quando procura descrever o cenário político brasileiro. Marina avaliou a situação do seu partido, a Rede, fundado por ela em 2015. Segundo a ex-ministra de Lula, as eleições municipais deste ano, foram negativas, em se tratando de sua sigla partidária. Os resultados das urnas confirmaram que de 154 candidatos a prefeito lançados pela Rede Sustentabilidade, tão somente 5 conseguiram se eleger, sendo que nenhum deles concorreu representando capitais do estados do País.

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A única esperança ainda restante, são as disputas à prefeitura de três cidades no segundo turno das eleições de 2016. Entretanto, Marina Silva acredita que embora  a Rede não tenha alcançado resultados esperados, o fato de ter disponibilizados poucos recursos e pouco tempo de televisão, em se tratando de uma agremiação jovem, pode se verificar "um espaço de renovação política", para a Rede Sustentabilidade.

Discurso pessimista

O discurso de Marina Silva, a partir de seu escritório sede da Rede Sustentabilidade, soou como um "balde de água fria". Segundo ela, "tem horas que a gente muda, porém, tem horas que nós somos mudados. Acho que perdemos a grande chance de mudar e agora, nós seremos mudados", desabafou a ex-ministra do Meio Ambiente. Marina ainda deixou dúvidas se teria condições de concorrer à Presidência da República no ano de 2018.

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Segundo ela, seria preciso descobrir "se esta seria a melhor forma de contribuir para com a chamada renovação da política no Brasil", afirmou. O sembrante de desânimo de Marina, também ecoou em suas palavras, ao afirmar que ao ter disputado as eleições presidenciais de 2010 e 2014 e ter angariado o terceiro lugar em ambas disputas, não serviu para que pudesse "melhorar a qualidade da política" e consequentemente, a situação das "relações institucionais", que segundo a ex-ministra do governo Lula, talvez fosse mais plausível que ela atuasse continuamente no debate, em detrimento do resultado eleitoral. Ao ser questionada sobre como a Rede Sustentabilidade estaria atuando, em relação ao governo do presidente Michel Temer, Marina foi enfática ao afirmar que adota "independência", em relação ao governo e se mostrou ,de certa forma, genérica, sobre temas polêmicos, ressaltando que "é necessário criar mecanismos que possam frear a dívida pública, sem que haja congelamento da Saúde e Educação no País", declarou.

#Eleições 2016