Michael Moore parece continuar a fazer sua marca na política americana. O cineasta, de 62 anos, conhecido por filmes como "Tiros em Columbine" (2002), ultimamente vinha twittando a hashtag "#OctoberSurprise", surpresa que teve fim no último dia 10, em Nova Iorque, com o lançamento de seu novo trabalho, chamado "Michael Moore em Trumpland".

Os filmes de Moore não defendem a direita ou posições políticas republicanas. Por exemplo, em 2007, "Sicko", outro filme de Moore, ofereceu comparações e contrastes entre o sistema de saúde dos Estados Unidos e o de outros países, como Canadá e França. O ponto principal do filme revela que os sistemas de cuidados de saúde socializados, sem fins lucrativos, encontrados nos referidos países, foram superiores ao sistema de saúde, com fins lucrativos, dos #EUA.

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Moore também era um crítico ferrenho do último presidente do Partido Republicano, George W. Bush. A crítica foi destaque no filme "Fahrenheit 11/9" (2003), um documentário extremamente bem sucedido, onde Bush foi descrito como um presidente fraudulento e, até mesmo, um belicista.

Tal desgosto de Moore pela política norte-americana de direita se torna ainda mais claro em "Michael Moore em Trumpland". Logo, o filme não é favorável ao atual candidato presidencial do Partido Republicano. Donald #Trump tem estado na defensiva nos últimos tempos. Alegações de crimes sexuais foram jogados contra Trump, bem como, contra outros acusados, que têm negado.

O documentário de Moore contra Trump pode pesar, ainda mais, a favor da candidata democrata Hillary Clinton, que lidera as pesquisas de intenções de voto (AJC.com/18/10/16).

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Não é fácil imaginar que os republicanos possam reverter o curso nas próximas semanas.

É possível que "Michael Moore em Trumpland" seja mais um "prego do caixão" para Trump, e ofereça aos Democratas mais vantagem, ao que se preparam para o terceiro debate presidencial, ou, talvez, sirva somente como entretenimento para centristas e esquerdistas, ou, até mesmo, direitistas norte-americanos, que também se declaram anti-Trump nessas #Eleições.